Capitalismo sem gordura

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O Capitalismo sem Gordura


Jorge Nascimento Rodrigues em Berkeley, com James Womack do Lean Enterprise Institute
e Hunter Lovins do Rocky Mountain Institute
Grande entrevista com Hunter Lovins | James Womack em directo

A ideia do combate à 'gordura' nos processos produtivos industriais nasceu na manufactura japonesa nos anos 50, no seio da Toyota com o falecido Taiichi Ohno, que nosdeixou uma obra onde conta alguns dos segredos - Toyota Production Systems: Beyond Large Scale Production (compra do livro). Nos anos 90 transformou-se em corrente de gestão no Ocidente pela mão de James Womack que lançou uma nova 'buzzword' conhecida por 'produção magra' («lean production», no original norte-americano).

O 'lean', no entretanto, conquistou progressivamente vários sectoresindustriais maduros, desde o automóvel até, mais recentemente, a própria construção civil (linkar para irisglenn.html). Agora quer transformar-se numa visão global para toda a economia, segundo o mais recente trabalho de investigação do casal Amory e Hunter Lovins, que vão dar à estampa, em Setembro, um livro polemicamente intitulado O Capitalismo Natural (Natural Capitalism, a lançar pela editora LittleBrown). Para este novo tipo de capitalismo, a produção 'sem gordura' subiu ao altar da gestão.


A ideia central
À primeira vista falar de limpar a gordura é associado à eliminação dos desperdícios, a «muda» em japonês, popularizada hoje em dia por Masaaki Imai, que ainda recentemente esteve em Lisboa e com quem já estivemos.

Mas a visão original de Ohno, refere-nos Womack, «abarca muitomais do que o desperdício - material ou em termos de tempo, por exemplo - gerado pelas operações individuais». O conceito pretende eliminar tudo o que não cria valor para o cliente dentro do que Womack designa por 'fluxo de valor' de um dado processo.

META NA SUA AGENDA
Cimeira Europeia do Lean Enterprise Europe 26 a 28 de Setembro de 1999 em Cannes, França
Toda a informação aqui

Ele tem ocuidado, também, de pedir que não se confunda o 'lean' com o TQM, a Gestão da Qualidade Total. «Nós estamos um passo à frente», sublinha, com veemência o «pai» do «pensamento sem gordura», que fomos encontrar no meio da azáfama de preparação da Cimeira anual desta corrente que se desenrola a partir de Domingo (13 a 15 de Junho de 1999) em Atlanta com mais de um milhar de seguidores.

Ointeresse crescente pela metodologia de inspiração japonesa criou, no Ocidente, uma verdadeira escola de gestão encabeçada pelo nosso interlocutor que com Daniel Jones (actualmente no Reino Unido, na Cardiff Business School) publicou em 1990 um livro perturbador para os industriais, intitulado A Máquina que Mudou o Mundo («The Machine that Changed the World - The Story of Lean Production, How Japan'ssecret weapon in the global auto wars will revolutionize Western Industries»), uma obra esgotada (que pode consultar aqui na Amazon.com). O trabalho de investigação foi baseado num estudo do MIT sobre o futuro do automóvel ao abrigo do seu International Vehicle Program.

Seis anos depois a dupla reincidiria com o sugestivo título O Pensamento Magro («Lean Thinking - Banish Waste and Create Wealth inyour Corporation», compra do livro) e escreveria um artigo na revista Harvard Business Review sobre o tema («Beyond Toyota: How to Root Out Waste and Pursue Perfection», na edição de Setembro-Outubro de 1996).

O artigo de Womack e Jones na HBR pode ser lido aqui

Para consolidar a crescente vaga de adesões ao conceito, Womack e Jones criaram o Lean Enterprise Institute no final de 1997, apartir da qual pretendem gerar uma comunidade electrónica mundial.

Para James Womack a questão ideológica central trazida pela 'lean production' não é de ordem técnica (máquinas ou software). Explica-se, então: «O que é preciso é mudar o enfoque da gestão até hoje centrado nos activos, na organização e nas tecnologias. A atenção tem de ser dirigida para o fluxo do valor».

E trocando por...
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