Capacitação teórica aliada a uma prática dos profissionais do laboratório central - lacen: caminho para o controle da hanseníase em natal-rn

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UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ

Curso de especialização em Saúde Pública

com ênfase na Saúde da Família

CAPACITAÇÃO TEÓRICA ALIADA A UMA PRÁTICA DOS PROFISSIONAIS DO LABORATÓRIO CENTRAL - LACEN: caminho para o controle da hanseníase em Natal-RN

Eliana Medeiros dos SantosLucilda Tavares de Sousa Santiago

Natal/RN

Março/2011

Eliana Medeiros dos Santos

Lucilda Tavares de Sousa Santiago

CAPACITAÇÃO TEÓRICA ALIADA A UMA PRÁTICA DOS PROFISSIONAIS DO LABORATÓRIO CENTRAL - LACEN: caminho para o controle da hanseníase em Natal-RN

Trabalho apresentado à disciplina Metodologia do Trabalho Científico,Universidade Estadual Vale do Acaraú.

Professora: Dra.Fernanda Nicolini

Natal/RN

Março/ 2011

“As mudanças no sentido de ter, manter e reivindicar por saúde ocorre quando o indivíduo, os grupos populares e a equipe de saúde participam. A discussão, a reflexão crítica, a partir de um dado conhecimento sobre saúde/doença, suas causas e conseqüências, permitem que se chegue a umaconcepção mais elaborada acerca do que determina a existência de uma doença e como resolver os problemas para modificar aquela realidade”.
Trabalhando com gestantes – Manual para profissionais de saúde- São Paulo
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1. JUSTIFICATIVA

O Brasil tinha como compromisso eliminar a hanseníase como problema de saúde pública, reduzindo a menos de 1 doente por 10.000 habitantes até 2005 oque não aconteceu e em todo país ainda são diagnosticados muitos casos novos.
Em virtude desse alto parâmetro de endemicidade nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o Brasil ocupa um lugar de destaque tanto nas Américas quanto no mundo, com indicadores apenas melhores que a índia.
A hanseníase ainda que se tenha desenvolvido esforço para se cumprir a meta da OMS até 2005, queessa fosse completamente eliminada em âmbito nacional, a mesma ainda não foi totalmente controlada.
A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, que se manifesta clinicamente por lesões cutâneas, cuja transmissão ocorre por meio do contato direto com os doentes sem tratamento. É uma doença milenar, conhecida antigamente como lepra, já foi motivo de segregação e ainda hoje, mesmo se sabendoque a mesma tem cura ainda é cercada de medo e preconceito o que leva as pessoas não procurarem assistência médica na fase inicial da doença, gerando um grande número de pessoas com incapacidades físicas instaladas, com repercussões psicológicas e, consequentemente, isolamento e estigma pela sociedade, ou seja, aquilo que Goffman define como uma forma de designação social e a análise da sua relaçãocom a identidade social de cada um. (FONSECA, 2000; GOFFMAN, 1988)
Dentre as causas que não permitem o controle eficaz dessa doença está a falta de conhecimento sobre a doença tanto dos profissionais quanto da sociedade.
Para o controle da hanseníase os desafios são: o diagnóstico da doença no início do seu aparecimento, o tratamento regular, sua finalização e o exame das pessoas que convivemou conviveram com o doente, antes do tratamento (os contatos).
Para isto, é preciso que a equipe de saúde, ao lado de lideranças comunitárias, trabalhe para vencer esses desafios, divulgando sinais e sintomas da doença, realizando visitas domiciliares, agendando consultas, facilitando o acesso dos pacientes e familiares à unidade de saúde e reforçando a necessidade detratamento regular e autocuidados.
(BRASIL, 2008)

Isso justifica a nossa proposta de um projeto educativo para o controle da hanseníase, com os profissionais de saúde do Laboratório Centra- LACENl, cuja finalidade é contribuir para que o Brasil alcance a meta de reduzir a menos de 1 doente por 10.000 habitantes.
Porque ainda ocorrem casos de hanseníase...
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