Cana de açucar segurança do trabalho

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DEGRADAÇÃO DO TRABALHO NA CANA-DE-AÇÚCAR NO PONTAL DO
PARANAPANEMA: OS DESAFIOS DA INTENSIFICAÇÃO DA PRODUTIVIDADE
NO CORTE (TONELADAS/DIA/HOMEM), ACIDENTES E PROCESSO DE
EXPLORAÇÃO
Gleice Eliane Planke
CEGeT, FCT/UNESP,
email- gleiceplanke@yahoo.com.br
Palavras chave: Acidentes de trabalho, cana-de-açúcar, exploração, capital.
1 INTRODUÇÃO
Com a expansão do agronegócio no Estado de SãoPaulo, aumenta a
exploração da força de trabalho, pois com a reestruturação das empresas para
acompanharem o avanço tecnológico e as exigências do mercado precisa acumular
cada vez mais capital e se tornar competitivas, para obterem tais lucros exacerbados
extraem a mais valia dos trabalhadores rurais, como se isso não bastasse tentam
tirar proveito de qualquer forma do trabalhador, sendoeste o sustentador dos luxos
dos capitalistas que são os detentores dos meios de produção.
O ambiente que mais parece estar adepto a grande exploração é o setor
canavieiro que por sua vez tenta de todas as maneiras possíveis driblar a lei e os
direitos humanos, causando danos irreversíveis a saúde e a dignidade do
trabalhador rural, resultando em diversos números de acidentes nesse setor.
2OBJETIVOS
Dentre as temáticas que podem ser abordados quando se pensa na
atividade laboral relacionada à agroindústria canavieira, particularmente no corte e
no plantio da cana-de-açúcar, pode-se ressaltar a preocupação especial com a
saúde do trabalhador e os níveis de exploração do trabalho observando as
condições e as marcas da precarização do trabalho no corte da cana-de-açúcar noPontaldo Paranapanema, com as atenções voltadas para o contexto das relações
de trabalho, elevação das metas de corte no corte, o que obriga o trabalhador
intensificar o ritmo e a velocidade do trabalho, o que tem ocasionado aumento
marcante dos acidentes e consagrado ao carro chefe do agronegócio no Brasil, a
marca da super exploração.
O ambiente de conflito que se estabelece por meio da relaçãocapital x
trabalho é de fundamental importância para apreendermos o conteúdo da luta de
classes e a dinâmica territorial dos sujeitos sociais em questão.
Mais ainda, poderemos conhecer alguns detalhes e especificidades da
degradação do trabalho envolvido no corte da cana-de-açúcar e, conseqüentemente,
os acidentes oriundos do processo de intensificação dos patamares de corte no
cortemanual, imposto pelo ritmo do corte mecanizado e dos padrões de
produtividade e eficiência do capital.
3 METODOLOGIA
Para a realização desse trabalho foram utilizados referenciais teóricos,
reportagens, sobretudo a revista Pastoral do Migrante, os resultados dos
levantamentos desta, através da investigação da precariedade do trabalho na canade-açúcar, foram imprescindíveis para a conclusão destetrabalho, muitos dados
também foram coletados em sites: ministério público do trabalho, de questões
econômicas e relacionados a leis trabalhistas.
4. APONTAMENTOS TEÓRICOS SOBRE TEMA
4.1. Agronegócio: Retrocesso ao Brasil colônia
Durante um tempo o açúcar sofreu um declínio e a agricultura se
desenvolveu. Agora esse monstro está de volta, devorando a terra da agricultura. O
açúcar voltou aser santificado, como na épenriqueceu e a música, a cultura, tudo era pago pelo açúcar, que significa
concentração de terras nas mãos das multinacionais e das oligarquias.
[...] Socialmente o Brasil sofre um enorme retrocesso, volta ao
período colonial [...] os senhores do capital financeiro, as oligarquias
conquistaram um poder que nenhum imperador, papa ou rei jamais
teve. Umamonopolização incrível: a refeudalização do mundo. (Jean
Ziegler. Folha de S. Paulo de 2007, p.6-7).
A constituição das commodities é o resultado dessa maneira de organizar
a produção: matéria – primas, fornecidas pelos países pobres, onde os preços são
determinados pelos detentores do mercado financeiro mundial.
Prado Jr já tinha feito essa observação sempre frisando que o Brasil não
teve mudanças...
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