“Caminhando e cantando”: os caminhos da canção engajada de chico buarque de holanda e geraldo vandré (1964-1985)

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FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE PARANAGUÁ















“CAMINHANDO E CANTANDO”: OS CAMINHOS DA CANÇÃO ENGAJADA DE CHICO BUARQUE DE HOLANDA E GERALDO VANDRÉ (1964-1985)

























PARANAGUÁ

2012

FERNANDO M. COELHO, LEONARDO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA, RITA PILATI, LETÍCIA, RAFAELA PILATI, MAURO E STELA NIERO“CAMINHANDO E CANTANDO”: OS CAMINHOS DA CANÇÃO ENGAJADA DE CHICO BUARQUE DE HOLANDA E GERALDO VANDRÉ (1964-1985)




Trabalho acadêmico destinado á disciplina de História Brasil III, visando à obtenção da nota do 4° bimestres do curso de História, do Departamento de Ciências Humanas, Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras deParanaguá.




Professora.: Eulália Aparecida de Moraes
















PARANAGUÁ

2012


Resumo

O presente artigo pretende analisar engajamento político e transferência intelectual dos compositores Chico Buarque de Holanda e Geraldo Vandré durante o período da Ditadura Militar Brasileira (1964-1985). A metodologia adotada para a realização dotrabalho é a história dos intelectuais, onde será analisado o posicionamento dos artistas através de suas composições musicais. O trabalho objetiva entender as diferenças entre os estilos poéticos e linguagens de expressão nas canções de protestos ao Regime Militar dos intelectuais analisados, onde o primeiro adota uma forma mais direta e o segundo utiliza-se de metáforas e mensagens implícitasem suas canções.

Palavras Chave: Musica; Intelectuais, Ditadura Militar.






1 INTRODUÇÃO
Todas as estruturas oriundas das composições musicais do período estudado não surgem de forma espontânea, por trás dela existe todo um trabalho intelectual do artista que reflete sobre a sociedade, e formulam modos de combater os mecanismos repressivos. Considerando a existência dainfluência ideológica destes compositores, e tratando-os como intelectuais, é importante para dar sustentação metodológica à pesquisa, a busca de uma articulação com o referencial teórico adequado, que trate das formas nas quais ocorrem os processos de disseminação destas letras música dentro de um contexto dominado pela ditadura militar. Para esta finalidade cabe dar atenção aos métodos eprocedimentos que a História Intelectual faz uso, principalmente utilizando autores como Helenice Rodrigues da Silva e Gerárd Leclerc que estudam de forma mais incisiva esta questão.
De acordo com estes autores, a História Intelectual é um ramo relativamente novo das ciências humanas, ganhando notoriedade principalmente a partir de meados dos anos 1980, quando uma nova tendência dentro dahistória passa a ocorrer. Nas décadas anteriores era forte a presença do intelectual engajado, mas com o enfraquecimento gradativo do comunismo e conseqüentemente com a proximidade do final da guerra fria, a figura deste intelectual também passa a perder força, dando aos poucos lugar para uma nova figura intelectual: o especialista. (RODRIGUES DA SILVA, 2002. p.40)
Devido ao citado enfraquecimentodo intelectual engajado, uma crise neste ramo de estudos se instaurou, sobretudo na França aonde se tinha uma presença muito forte desta linha de pensadores, dentre eles Sartre, o qual foi um grande crítico das ações da França sobre suas colônias Africanas, movendo através de suas críticas toda uma opinião pública contrária a presença francesa nas suas até então colônias. Ou seja, se não existirgrandes dilemas políticos, ou instabilidades na sociedade, a figura do intelectual ideólogo passa a perder a sua função, ainda mais com a presença da escola dos Annales, que priorizava o estudo dos ambientes macros, deixando a valorização do Individuo de lado.
No entanto, alguns historiadores italianos do final dos anos 1970 contrapuseram esta tendência dos Annales, e criaram o que foi...
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