Cambio

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A mudança no regime cambial e seus efeitos sobre a economia brasileira * No atual contexto de economia globalizada, a taxa de câmbio tornou-se uma variável de fundamental importância, não somente no que tange relações econômicas entre países, mas também por afetar o comportamento da inflação, balança de pagamentos, investimentos, crescimento econômico, entre outros aspectos. No Brasil, o regimecambial adotado logo após a implantação do plano real, foi o regime de bandas cambiais, onde o Banco Central estabelecia uma faixa/banda em que o câmbio poderia variar livremente. Esse regime, também classificado como semi-fixo, equiparava os valores do dólar com o real. Para manter esta paridade, era necessário ao Brasil vender dólares, e isso causou uma grande diminuição em suas reservasinternacionais. Buscando evitar uma diminuição ainda mais acentuada em suas reservas internacionais em relação à dívida externa, e poder proporcionar uma melhoria na balança comercial, o Brasil adotou em 1.999 o regime cambial flutuante. Nesse regime o valor cambial flutua livremente, de acordo com as leis de oferta e demanda de mercado, sendo não obrigatória a intervenção do governo. Apesar da nãoobrigatoriedade, o governo brasileiro - através do Banco Central, vem atuando de forma ativa a fim de evitar excessos gerados pela flutuação cambial que possam afetar a economia do país. Uma das ferramentas utilizadas, logo após a mudança de regime cambial, foi o sistema de metas de inflação, onde o Banco Central cumpre a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Logo após a mudança de regimecambial, o real sofreu uma desvalorização de 80% frente ao dólar. Após uma lenta recuperação, o real sofreu uma nova grande desvalorização em 2.002 de 70% frente ao dólar. Um dos motivos atribuídos a isso foram as incertezas geradas sobre o futuro da política econômica, dado o momento pelo qual o país passava (período eleitoral). Essas desvalorizações aumentaram os custos de produção de muitasempresas e indústrias brasileiras, e estes por sua vez, foram repassados aos consumidores finais. Situações vividas no passado, quanto a desvalorização do real, nos dias de hoje não causam grande impacto na economia brasileira. Uma das razões para tal, é a queda do preço das commodities. Com a desvalorização do real, há também a redução no preço das commodities, o que favorece a exportação dessesprodutos e também dos manufaturados, devido a seus preços tornarem-se mais competitivos e atrativos à outros países. Nessa linha de raciocínio, o oposto - desvalorização do dólar - poderia gerar um desconforto ainda maior. Uma possível queda nas exportações colaboraria para um aumento excessivo dos estoques nas indústrias, e assim gerariam uma diminuição de produção e aumento do desemprego. E foineste momento que o governo brasileiro, através do Banco Central, fez intervenções por meio de suas políticas fiscais e monetárias. A queda no valor do dólar, entre outros fatores, indica que há uma grande circulação da moeda americana no país. Para conter essa situação, e aumentar a circulação da moeda nacional na economia, o governo adota uma política fiscal

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expansiva. Dentro destapolítica, há um aumento dos gastos públicos, redução de impostos, taxas e alíquotas dos compulsórios dos bancos, com a finalidade de injetar dinheiro e estimular as despesas de consumo e investimentos. Junto às empresas, esse regime busca estimular e facilitar as exportações - apesar da pouca competitividade gerada pela alta do preço - com redução em suas taxas. Além disso, criam-se barreiras asimportações, com o intuito de beneficiar os produtos nacionais. Quando é observada a escassez da moeda americana, e conseqüentemente a elevação de seu valor, há um indicativo de que existe uma oferta muito grande de moeda nacional circulando na economia. Nesse cenário, para diminuir a taxa de crescimento do mercado, o governo adota uma política fiscal restritiva. Nesta política, eleva-se a carga...
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