Cafiero, carlo. o capital: uma leitura popular

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CAFIERO, Carlo. O Capital: Uma leitura popular. Livraria e Editora Pólis Ltda, 1990. São Paulo. 6ª Edição.

PREFÁCIO DO AUTOR Á PRIMEIRA EDIÇÃO

Pág. 12 – O Capial de Marx é demolidor: é a verdade nova que arrasou e dispersou ao vento todo um castelo secular de erros e mentiras. Uma verdadeira guerra! Uma guerra gloriosa pela força do inimigo, e pela força ainda maior do comandante eu aempreendeu com uma imensa quantidade de novíssimas armas, instrumentos e máquinas de todo o tipo, que o seu gênio soube extrair de toda a ciência moderna.

Pág. 12 – (...) Os trabalhadores devem ler este livro e maduramente refletir sobre ele, porque nele está não somente a história do desenvolvimento da produção capitalista, mas também o Martirológio do Trabalhador.

Pág. 13 – (...) Se os pequenosproprietários meditarem sobre a história da Inglaterra, referida nas páginas desse livro, se meditarem sobre a acumulação capitalista, agravada na Itália pela usurpação dos bens eclesiásticos e dos bens públicos, se sacudirem essa apatia que oprime a sua mente e o seu coração, se convencerão, de uma vez por todas, que a sua causa é a causa dos trabalhadores, porque para eles a moderna acumulaçãocapitalista não deixou mais do que essa triste condição: ou se vender por um salário de fome ou desaparecer para sempre na densa massa do proletariado.

I – MERCADORIA, DINHEIRO, RIQUEZA E CAPITAL

Mercadoria = valor de uso
= valor de troca (é o valor propriamente dito)
posso trocá-la por algo que estou precisando e que é equivalente à mercadoria que tenho.

Pág. 14 – A mercadoriaé um objeto que tem um duplo valor: valor de uso e valor de troca, que é o valor propriamente dito. Se tenho, por exemplo, 20 quilos de café, eu posso tanto comsumi-los para meu próprio uso quanto trocá-los por 20 metros de tecido, por uma roupa, ou por 250 gramas de prata, se, em vez de café, eu precisar de uma dessas três outras mercadorias.

Pág. 14 – O valor de uso da mercadoria se baseiana qualidade própria da mercadoria: se ela é para beber, para comer, ou para divertir. Portanto, essa qualidade é determinada para satisfazer uma determinada necessidade nossa e não qualquer outra de nossas necessidades. (...) É por isso que só podemos tirar proveito do valor de uso dos 20 quilos de café se sentimos necessidade de beber café. Mas, se, ao contrário, eu precisasse de uma camisa e nãodos 20 quilos de café que tenho em mãos? O que fazer? Não saberíamos, se a mercadoria não tivesse também, junto com o valor de uso, o valor de troca. Encontramos agora uma pessoa que tenha uma camisa, da qual não tem necessidade, mas que precisa do café. Então fazemos uma troca. Eu lhe dou os 20 quilos de café e ela me dá a camisa.

Pág. 15 – (...) a base do valor de troca, do valorpropriamente dito, é o trabalho humano necessário para se produzir essas mercadorias. A mercadoria é produzida pelo trabalhador. Portanto, o trabalho humano é a substância procriadora; é o trabalho que dá existência à mercadoria. (...) Ora, se a substância de valor é a mesma em todas as mercadorias e isto quer dizer que todas as mercadorias como veículo do valor são todas iguais e trocáveis entre si, o quenos resta, portanto, é comparar o tamanho dessa grandeza, medi-la.
Trabalho é medido em tempo: hora, dia, semana, mês. Tempo médio e não o tempo de um ou outro trabalhador.

Pág. 16 – Conhecido o duplo caráter da mercadoria, isto é, de ser valor de uso e valor de troca, compreendemos que a mercadoria só pode nascer por obra do trabalho, e de um trabalho útil a todos. (...) Também podemosfabricar objetos para o nosso próprio uso, mas que não podem ser úteis a outros; nesse caso não produzimos mercadorias; do mesmo modo não produzimos mercadoria, quando trabalhamos com coisas que não têm nenhuma utilidade nem para nós, nem para os outros.

Dinheiro surge para facilitar as trocas, uma mercadoria como equivalente para todas as outras – equivalente geral.

Pág. 17 – Com a chegada do...
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