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Caderno de Português
Professora Natasha | Daniel Guedes |
Inf. Gest. 08 | Caderno Diário de Português |

Lição nº 14 e 15
Sumário:
Leitura e análise do poema “Ulisses” de Fernando Pessoa.
Inicio da leitura e análise do poema D. Dinis.

Ulisses
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este queaqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre

A entrar nas realidade,

E a fecundá-la decorre.

Em baixo, a vida, metade

De nada, morre.

1.1. O título do poema é retomado na segunda estrofe através do pronome demonstrativo este “Ulisses”. Ulisses é caracterizado com recurso aoparadoxo(contradição), concretizando a definição de mito contida no primeiro verso:
“O mito é o nada que é tudo” – Definição
“Foi por não ser existindo.” ----------|
“Sem existir nos bastou.” |
“Por não ter vindo foi vindo” |- exemplificação
“E nos criou.”-----------------------------|
1.2. Ulisses poderá representar a vocação marítima dos portugueses, já que é do mar que chegaeste antepassado mítico dos portugueses.

1.3. Nesta 3ª estrofe evidencia-se o estatuto criador do mito: é ele que “fecunda” a realidade, são as suas possibilidades criadoras que dão sentido ao real. Assim, o que verdadeiramente importa não é a existência real de Ulisses mas aquilo que ele representa: O futuro glorioso de Portugal só poderá concretizar-se através da vivencia do mito e daenergia criadora que ele liberta. Desta forma este poema poderá ajudar a explicar os poemas seguintes da “mensagem” onde os heróis fundadores, apesar da sua existência histórica feita de êxitos e fracassos, aparecem mitificados.

1.4. Os dois últimos versos poderão interpretar-se como a afirmação de que sem mito não há vida: A vida(a realidade) que se situa em “baixo” só tem sentidoquando para dentro delas escorre a lenda; é a passagem do nada ao tudo. Há, contudo, uma outra interpretação: Uma referencia do sujeito poético à morte como libertação ou energia redentora, numa perspectiva iniciática.

Mini-composição do teste – da página 80 a 86
Página 82
3.2. O uso de “senão” e “tão somente” conconfigura um pleonasmo que põe em evidencia o facto dos portugueses constituirem aexcepção – Eles sao os unicos que não são cultos(douto e ciente)
3.3. O poeta sente vergonha pelo facto de portugal ser a unica nação em que a bravura não se alia à cultura.
5. Camões critica a pouca ou nenhuma importância que portugal se dá ás artes e as letras afirmando que quem não sabe arte não a pode estimar e lamenta que, sendo os portugueses tão corajosos, não sejam cultos na mesmamedida.
Página 83
1.Camoes começa por afirmar os quatro primeiros versos que é através da coragem demonstrada em situaçoes de perigo que se alcança a fama e a glória.
Página 84
1.5. A anáfora “agora” pretende chamar a atenção para os inumeros factos da vida do poeta que, por uma rasão ou outra, sempre viu a sua vida dificultada.
Página 85
1.Camões parte do exemplo concreto do exemplodaquilo que aconteceu a vasco da gama para salientar o poder corruptor do dinheiro à cerca do qual vai referir nas estâncias seguintes
4.Camões poe em evidencia que até aqueles que estão ao serviço de deus se deixam corrumper pelos valores materiais
Página 86
3.

Página 91
1. D. Dinis é caracterizado como poeta v.1 e como lavrador v.2

2. O ambiente de mistério é criado sobretudo naprimeira estrofe: o “silêncio murmuro” que só ao rei é dado ouvir “o rumor dos pinhais”…”ondulam sem se poder ver”, isto é, só acessíveis a sonhadores porque só o futuro os revelará como “trigo de império”; Na segunda estrofe saliente-se ainda que é “um marulho obscuro”

3. A metáfora “naus a haver” remete para os pinheiros mandados plantar por D. Dinis que são já, virtualmente, as naus das...
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