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LOGÍSTICA - O desafio em importar e exportar no Amazonas
Edição cadastrada em 25 de 03 de 2007
Além de emperrar o desenvolvimento econômico do Estado, a falta de assistência e um planejamento estratégico continuam travando o trabalho de empresários do comércio e, também, da indústria, na hora de fazer a logística de como importar e exportar seus produtos. O problema "Logística" é sempre atual,mais que ser manchete em diversos veículos de comunicação do País, é um obstáculo bem presente na vida dos empresários no Amazonas. Para chamar a atencão dos governantes, a matéria central desta edição vai mostrar as dificuldades e gastos gerados pelo problema que, mais que causar dor de cabeça aos lojistas que dependem de uma das três formas para ampliar o mercado de produção, não podem atenderoutras capitais do País.

Ela se apresenta como uma barreira gigante, quase que impossível de ser ultrapassada. Seja pela água, estradas ou pelo ar, a logística no Amazonas continua sendo um entrave na vida dos empresários emperrando assim, o desenvolvimento da economia e do mercado local.
As dificuldades logísticas, num estado com dimensões continentais como o Amazonas, tornam ainda maisdifícil a produção, com a importação de parte dos insumos da região Sudeste e a venda dos produtos que são enviados primeiramente para a capital, Manaus, e só então reembarcados para os consumidores em outras localidades do País. Isso não significa somente mais dificuldades a serem superadas, mas, sobretudo, custos adicionais que devem ser minuciosamente considerados no processo produtivo.
Para seter uma idéia dessa dificuldade logística, basta mencionar um fato: Silves fica a 381 quilômetros de Manaus por via fluvial, o que significa mais de um dia de viagem em um barco regional. A estrada que dá acesso ao município é de terra batida e fica em condições precárias durante o período chuvoso, que dura boa parte do ano.
De Manaus, a produção da Avive (Associação Vida Verde da Amazônia) quefabrica sabonetes, incensos e velas com essências naturais extraídas da floresta amazônica, segue, necessariamente, de avião para o principal mercado consumidor, São Paulo. Para Maria da Conceição Ruso de Almeida, que é sócia-fundadora da Avive, o problema de logística em sua situação significa dias gastos em providências burocráticas de embarque e desembarque por via aérea, sem levar emconsideração a situação em que se encontram as estradas.
Ao analisarmos a burocracia - por parte dos órgãos competentes - e as imprevisões da natureza - conseguimos listar algumas das dificuldades que os empresários de Manaus se deparam nesse processo.

Dificuldades logísticas
- Sistema rodoviário precário: situação agravada pela geografia da região;
- Estrutura aeroportuária precária: sem muitos aviõescargueiros, e terminais saturados;
- Estrutura hidroviária ineficiente: falta de entrepostos multimodais, baixa oferta e alto tempo de percurso, ineficiência dos portos;
- Burocracia (receita federal): refletida na falta de agilidade que atrapalha os processos de importação de insumos e matéria-prima, além do que, como toda a matéria-prima deve passar por São Paulo (alfândega), se houverproblema, a resolução é difícil e lenta devido à distância, o que obriga as empresas a terem um estoque muito maior, elevando os custos logísticos.
- Telecomunicações: esses problemas dizem respeito às comunicações de voz e dados entre Manaus e o resto do país, que são críticas, já que os centros de decisão das empresas encontram-se, geralmente fora da região. Espera-se, com a execução do Programa deInvestimentos do Ministério das Comunicações (Paste), a superação de suas deficiências.
- Energia elétrica: caso haja um grande crescimento no volume de produção, a ZFM pode sofrer com o abastecimento de eletricidade, pois não apresenta uma infra-estrutura com padrões de qualidade.
A grande distância dos pólos consumidores, localizados no sudeste do país, a falta de estradas ou as condições...
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