Burcite

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BURCITE

CONSIDERAÇÕES INICIAIS: Conforme Thompson (1994) bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial, sendo esta bolsa um saco membranoso revestido por células endoteliais. Ela pode ou não está em contato com as membranas sinoviais das articulações.
A bursite nas imediações do quadril pode ser extremamente dolorosa e incapacitante. As bolsas sinoviais do quadril estão localizadas em áreasde deslizamento dos tecidos, onde funcionam amortecendo os choques. Em resposta aos traumas agudos ou ligados a solicitação exagerada, essas bolsas podem aumentar de tamanho, provocando dor aguda.
Foram descritas aproximadamente 18 bursas no quadril. Apenas três são de importância: a trocanteriana, a iliopectínea e a isquioglútea ou isquiática. Para Turek (1991) as bursas são referidas como sendofisiologicamente relacionadas às bainhas tendinosas e membranas sinoviais; estão sujeitas a patologias semelhantes, tais como inflamação traumática, infecção, sinovioma e gota. A bursite geralmente é uma inflamação por excesso de uso ou pressão, que se alivia com o repouso, eletroterapia, sendo os corticóides raramente necessários.

II - ETIOLOGIA
Ocorrem alterações inflamatórias agudas. Ainflamação crônica pode surgir com pequenos traumas de repetição. A obesidade em uma pessoa de 50 ou 60 anos de idade ou em um paciente com artrite é um fator de risco para a bursite peritrocanteriana, devido a sobrecarga a que está submetida a articulação.

III - DESCRIÇÃO DAS BURSAS
1. Bursa Trocanteriana: Segundo Saudek (1993) esta bursa localiza-se entre o tendão do glúteo máximo e aproeminência póstero-lateral do trocanter maior. Petit (2001) refere que esta bolsa do grande trocanter é afetada com maior frequência; ela é irritada, muitas vezes, devido:
- O atrito da fáscia iliotibial encurtada, por meio da inserção do músculo glúteo médio ao deslizar sobre a parte externa da coxa durante a marcha. A fáscia iliotibial move-se anteriormente com a flexão e posteriormente com aextensão. Quando esta flexibilidade está comprometida, o resultado pode ser a irritação da bursa do trocânter maior;
- O excessivo desgaste no calcanhar na região póstero-lateral que resulta em um aumento da supinação no toque de calcanhar, que é transmitido proximalmente à superfície lateral da perna. Este aumento da tração sobre o músculo glúteo máximo pela banda iliotibial é a causa lógica dabursite trocantérica conforme explica Sudek (1993);
- O deslocamento excessivo da pelve no plano horizontal, consecutivo ao comprimento desigual dos membros inferiores causa uma inclinação anormal levando a um desequilíbrio, à marcha Trendelenburg devido a fraqueza no músculo glúteo médio ou mesmo corrida com um pé sobre uma superfície mais baixa do que a outra, que pode irritar a bursa do trocântermaior;
- Corrida em terreno irregular (sobre uma superfície arenosa).
Kisner (1998) refere que a dor é experimentada sobre o quadril lateralmente e possivelmente descendo lateralmente pela coxa até o joelho onde o trato iliotibial faz atrito com o trocânter.
O início é insidioso e os pacientes queixam-se de dor durante a deambulação, ou quando tentam cruzar as pernas na posição sentada, ouainda deitado sobre o lado acometido. A dor aumenta gradativamente, especialmente se as atividades não são diminuídas.
O quadro se agrava nas atividades da vida diária como subir escadas, que resulta em uma forte contração do músculo glúteo máximo e pressão sobre a bursa comprometida.

Pode ser sentido desconforto após ficar em pé assimetricamente por longos períodos com o quadril afetadoelevado e aduzido e a pelve caída sobre o lado oposto.
Ao exame clínico o paciente refere dor nesta região à palpação além de aumento da temperatura e as vezes não consegue permanecer deitado muito tempo sobre o lado afetado.
Para Thompson (1994) a mobilidade está preservada, porém dolorosa à flexão e rotação interna. O sinal de observação muitas vezes é positivo, e os músculos de abdução...
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