Bullying

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A ATUAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NA QUESTÃO DA INDISCIPLINA ESCOLAR Vanda Aparecida Nonato de Pina O presente artigo, por ter a pretensão do profissional de Orientação Educacional, tem o objetivo de oferecer subsídios para melhor compreensão sobre o processo de ensino e aprendizagem em relação aos conceitos relativos à disciplina e indisciplina como a quebra de alguns limites estabelecidospelo grupo. A falta de entendimento de regras e do estabelecimento de critérios internos de valores. Problemas relacionados a desajustes familiares, distorções de valores e de auto-estima e a própria fase da adolescência que contribuem na ocorrência da indisciplina. A permissividade excessiva favorece a formação de crianças com baixa capacidade para suportar frustrações. Crianças que não conhecemlimites não abrem mão de seus planos inadiáveis de conquistar o mundo e não conhecem os padrões mínimos para uma convivência social harmônica, que prevê atitudes como saber ouvir, cumprimentar as pessoas, pedir desculpas, agradecer... Assim, entendemos que este trabalho de pesquisa norteará o Serviço de Orientação Educacional a se integrar aos demais setores da escola. Palavras-chaves: OrientadorEducacional, indisciplina, família, escola. INTRODUÇÃO As questões ligadas à indisciplina são de natureza humana e têm sido um dos obstáculos mais presentes nas escolas. Pretende-se com esse trabalho identificar concepções de disciplina e como professores, alunos e pais as incorporam ao seu cotidiano e o desafio do Orientador Educacional para negociar e prever ações que auxiliem professores notrabalho com alunos tidos como “indisciplinados”. Analisando diversos olhares, para Rocha (1996, p. 338), “indisciplina é a falta de disciplina, que significa regime de ordem, imposta ou livremente consentida, a ordem que convém ao funcionamento regular de uma organização”. Enquanto o dicionário Aurélio (1974, p. 702) aborda o termo como indisciplina sinônimo de desobediência, desordem, rebelião. Noprimeiro momento, fez-se uma abordagem do contexto familiar evidenciando os limites e a liberdade das crianças e adolescentes no cotidiano. Em seguida, enfocou-se o contexto escolar, como estão sendo abordados os casos de indisciplina e relacionando-os com a liberdade limitada ou não. Como o foco de análise repousa sobre a indisciplina, também se

trata do papel do orientador educacional frente aela e o envolvimento do Serviço de Orientação Escolar – SOE, com pais, alunos e professores. A disciplina deveria ser consequência voluntária da escolha livre e, como consequência, a liberdade deveria enriquecer-se de possibilidades, não sendo antagônicos os dois princípios. Tradicionalmente, o clima da aula era caracterizado pela criação de um grupo de estudantes dóceis, que dela participavamcomo meros receptores, o que tinha como consequência a rapidez do ato pedagógico. Desenvolvia-se pouco a capacidade crítica e a iniciativa individual. Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula. O clima da aula deve ser de liberdade e tolerância, permitindo que os alunos tomem consciência dos seus valores eajam em sintonia com eles. Não significa que o professor tenha que ter uma atitude de indiferença, ou de apatia, mas as suas atitudes devem ser firmes. Cada vez é mais difícil estabelecer disciplina e fazê-la respeitar. Nossos pais e avós viveram entre a Família e Escola, quando toda a gente admitia os modos de vida aceitos pela maioria e rejeitava quaisquer outros. Com o efeito da evolução, ascrianças tornaram-se mais independentes, menos dispostas a obedecer à autoridade dos adultos. A desestruturação familiar decorre muito mais da falta de atenção, diálogo e afeto do que da estruturação familiar considerada padrão: pai, mãe e filho (família nuclear). Na maioria das famílias, há pessoas morando na mesma casa e sequer formam núcleo, pois não há diálogo ou afeto entre eles. As famílias...
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