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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES
CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO - CEUNES
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - DCS

CARLA CARDOSO RIBEIRO










MICROBIOLOGIA CLÍNICA





















SÃO MATEUS
2012
[pic]
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRITO SANTO
CARLA CARDOSO RIBEIRO
 


MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Corynebacteriumdiphtheriae
Listeria
Erysipelothrix
Bacillus



Este trabalho será apresentado à disciplina de Microbiologia Clínica à Professora Débora para fins avaliativos.
 
 

 SÃO MATEUS
2010
CORYNEBACTERIUM DIPHTHERIAE
O Corynebacterium diphtheriae é uma bactéria Gram-positiva pleomórfica e móvel, em formato de bastão, que é tingidametacromaticamente pelo método de Albert-Laybourn. Algumas cepas produzem uma toxina potente que causa difteria. A incidência da difteria diminuiu consideravelmente devido à vacinação massiva que ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial, motivo pelo qual é uma doença rara nas populações imunizadas. Antes, a difteria era uma doença típica de crianças. No entanto, ela ainda é endêmica em regiões da África, Ásia eAmérica do Sul.
O diagnóstico confirmatório da difteria depende de que sejam detectadas cepas toxigênicas de C. diphtheriae em espécimens da pele, do nariz e da garganta, em combinação com sinais clínicos. Os enfoques terapêuticos específicos baseiam-se geralmente em resultados clínicos e epidemiológicos, porque qualquer atraso representa um grave risco para o paciente. Entretanto, odiagnóstico exato depende do isolamento do microorganismo ou da detecção de produção de toxina diftérica.
O exame de esfregaços diretos de lesões diftéricas segue sendo um complemento importante do exame clínico, embora amiúde inexato. Deve-se notificar o laboratório da possibilidade de difteria, para que se empreguem os procedimentos e meios de cultura adequados. Os espécimens pertinentes devemser semeados em placas sobre ágar-sangue de carneiro (para ajudar no
diagnóstico diferencial de infecção estreptocócica), assim como sobre meios especiais para isolar a C. diphtheriae, tal como o de Loefler ou o meio inclinado de Pai, bem como em uma placa de ágar de cisteína-telutiro. A recuperação da C. diphtheriae melhora cultivando espécimens da garganta e da nasofaringe de pacientesinfectados.
A identificação dos bacilos da difteria baseia-se em várias características fisiológicas; todas as cepas recuperadas devem ser examinadas por meio de avaliações in vitro ou in vivo para detectar sua toxigenicidade (30, 32-34). A avaliação de virulência in vitro mais comum é o teste de imunodifusão de Elek e suas variações. A produção de toxina diftérica também pode ser detectada comtestes em culturas de tecido. Os ensaios in vivo, como o teste de confrontação com cobaias ou o da pele de coelho, são considerados sumamente sensíveis. Ainda que os antibióticos como a penicilina e a eritromicina sejam empregados para a erradicação da C. diphtheriae, não são um substituto para o tratamento específico de difteria com antitoxina.
Manifestações clínicas
A presença deplacas pseudomembranosas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas, é a manifestação clínica típica. Essas placas podem se localizar na faringe, laringe e fossas nasais, sendo menos frequentemente observadas na conjuntiva, pele, conduto auditivo, vulva, pênis (pós-circuncisão) e cordão umbilical.
Clinicamente, a doença manifesta-se porcomprometimento do estado geral do paciente, que pode apresentar-se prostrado e pálido; a dor de garganta é discreta, independentemente da localização ou quantidade de placas existentes, e a febre normalmente não é muito elevada, variando entre 37,5ºC a 38,5°C, embora temperaturas mais altas não afastem o diagnóstico.
Nos casos mais graves, há intenso edema do pescoço, com grande aumento dos...
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