Brasil e fmi nos anos 2000

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  • Publicado : 5 de novembro de 2012
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No ano de 1944, o Brasil participou da conferência de Bretton Woods, reunião que criou o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial. No entanto, a presença brasileiro se focou na demandapela estabilidade dos preços de produtos primários, sendo o Brasil, na época, um exportador desse tipo de produtos.
Apesar de uma relação equilibrada com o FMI e o Banco Mundial até os anos 1970,depois da redemocratização, alcançada a partir de 1985, o Brasil iniciaria uma má relação com o FMI, que reuniu tentativas de renegociação dos juros da dívida externa e até de uma desastrada moratóriaaplicada no governo Sarney. A partir dos anos 1980, o Brasil se tornou dependente dos recursos oriundos do FMI que, a partir do governo Collor e Itamar, nos anos 1990, exigiria pacotes econômicos e maiorcontrole da inflação por parte da economia brasileira para a concessão de novos empréstimos.

No decorrer dos anos, o Brasil permaneceu frágil perante o FMI, tendo que recorrer aos recursos deempréstimos externos para conter sua economia perante as crises do México e da Rússia ocorridas na segunda metade da década de 1990, principalmente, para manter o equilíbrio do Real, moeda lançada emantida pelo então presidente, Fernando Henrique Cardoso.

A partir de 2003, na primeira gestão do Governo Lula, o Brasil iniciou uma nova forma de negociar sua dívida com o FMI. Na ocasião, a derrubadada exigência do FMI de um superávit primário de 4,25% do PIB por parte do Brasil, para 3% do PIB (similar ao da Argentina na época) ajudou a equipe econômica no então ministro da Fazenda, AntônioPalocci, para fortalecer o país contra ataques especulativos. Porém, a partir do governo Lula, a medida que o Brasil reunia condições para o pagamento de seus compromissos com o FMI, o governa nãopegava novo empréstimos, como realizara o governo anterior.

O último contrato que o Brasil havia fechado com o FMI tinha sido assinado pelo ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual o Brasil pegou...
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