Brasil na crise da escravidao

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  • Publicado : 28 de fevereiro de 2013
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O Brasil na crise da escravidão
O açúcar reinou no período colonial brasileiro, produzido com mão-de-obra escrava e no sistema de plantation. Isso mudou quando os europeus começaram a ter o hábito de consumir o café.
A grande demanda de café fez com que novas áreas de cultivo surgissem em várias partes do mundo, os cafezais, então, também se espalharam no Brasil e sua produção crescermajestosamente.
A lavoura precisa de solo adequado e clima favorável, o que existiam no Vale do Paraíba fluminense e paulista. Quando a Corte portuguesa veio para o Brasil, as terras do Vale foram concedidas aos novos produtores de cafés em regime de sesmarias. Detendo o título legal da propriedade da terra, os novos cafeicultores investiram contra os antigos posseiros e venceram, formando grandesunidades cafeicultoras destinadas à exportação. A Essa agricultura era extensiva, consumia terras e trabalhadores escravos.
A década de 1860 foi o auge do café no Vale do Paraíba fluminense, mas os cafezais foram envelhecendo e diminuiu a quantidade de terras aptas a novo plantio, mas a produção continuou no vale paulista. O café produzido no Vale foi responsável pela maior parte das riquezas doimpério, de 1830 até 1880.
No final do século, o Vale se tornou um lugar de “cidades mortas”, de decadentes cafezais e de nobres falidos. Isso simbolizou o próprio declínio do Império.
A produção de café não parou e em meados do século XIX, novas fazendas foram instaladas no Oeste paulista, onde existiam a fértil “terra roxa”, os cafezais também chegaram a Minas Gerais e Espírito Santo.
Essaocupação ocorreu depois da proibição do tráfico atlântico de escravos, em áreas pouco exploradas e sem via de comunicação, o que estimulou a construção de ferrovias em São Paulo.
Nessa época vieram para o Brasil escravos da África centro-ocidental, ocidental e oriental, onde predominavam os centro-ocidentais. Enquanto o tráfico durou, os crioulos (nascidos no Brasil) eram minoria, pois sabiamfalar o português desde pequenos, então, eram preferidos como escravos domésticos. O fim do tráfico de escravos provocou uma crioulização da população escrava.
A diminuição da oferta de escravos fez com que os cafeicultores pressionassem o governo imperial para instaurar uma política de imigração de trabalhadores livres com ajuda do Estado.
Os ingleses centraram esforços para abolir o tráficonegreiro realizado por Portugal. A Inglaterra estipulou, como condição de reconhecer a independência do Brasil, a ratificação dos tratados de 1810 e de demais acordos de restrição ao tráfico negreiro. De nada valeram as ameaças, o tráfico continuou ilegalmente, muitos brasileiros estavam convencidos de que a escravidão era condenável, mas consideravam impossível abolir o tráfico. José Bonifáciodeclarou que a escravidão era um mal necessário para a economia do país e que deveria ser proibido de maneira lenta.
O parlamento britânico aprovou um projeto que considerava o tráfico um ato de pirataria, passível de ser julgado de crime, a ser reprimido por qualquer nação, independente de acordos internacionais. Isso provocou pânico entre os brasileiros ligados direta ou indiretamente com aescravidão, mas a lei foi um fracasso, então o parlamento britânico decidiu prosseguir de forma violenta, mas entre declarar guerra e abolir a escravidão, o Brasil optou pela segunda com a lei Eusébio de Queiroz que extinguiu o tráfico, prevendo castigos severos para infratores. O tráfico foi extinto.
Entramos então na Era Mauá, que foi o investimento de capitais em atividades econômicas, ou seja, opaís entrava na industrialização. As ferrovias foram construídas com empréstimo de ingleses e favoreciam a cafeeira escravista. Um pequeno trecho de telégrafo elétrico foi inaugurado. O Brasil também entrava na era da comunicação rápida, essas mudanças foram de total apoio do empresário Irineu Evangelista, o Barão de Mauá.
A proibição da escravidão tornou-se uma forte preocupação de todos os...
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