Brasil imperio

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BRASIL IMPÉRIO

|Capítulo 01. Primeiro Reinado |
|[pic] |

|1. Introdução |


A independência formal doBrasil significou um arranjo entre os interesses de nossa elite agroex-portadora, em grande parte membros da maçonaria [pic], das Cortes portuguesas e dos interesses capi-talistas britânicos. No caso das colônias espanholas, observamos um rompimento mais profundo e drástico com a antiga metrópole. O historiador José Honório Rodrigues, por outro lado, coloca a independência brasileira como umprocesso revolucionário, seja pela mobilização de efetivos militares (maior do que na própria independência dos EUA), seja pelo projeto político que deveria se realizar a seguir, sob o comando de José Bonifácio, mas traído pela contra-revolução dirigida por Dom Pedro I.
A presença da corte, no Rio de Janeiro, entre 1808 e 1821, projetou um modelo de independência que foi canalizado, posteriormente,na figura do príncipe Dom Pedro. Já nas colônias espanholas, o domínio napoleônico na península Ibérica deixou acéfalo o Império colonial hispânico, ficando o movimento de independência dirigido por vários líderes regionais, originados da aristocracia criolla. Um desdobramento imediato desse fato foi que o Brasil manteve a sua integridade territorial herdada do período colonial, enquanto nasex-colônias espanholas ocorreu forte fragmentação territorial, dando origem a muitas unidades soberanas. No Brasil, os movimentos separatistas após a independência se frustraram devido à reação imediata de uma Monarquia centra-lizada, aliás, caso único nas Américas, que adota-ram, exceto o Brasil, a República Presidencialista de inspiração norte-americana.
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|D. Pedro I ao piano, compondo a músicado Hino da Independência sobre a letra feita pelo |
|jornalista Evaristo da Veiga, que se encontra ao lado do imperador. |




A Inglaterra teve participação ativa no movimento de independência, já que esse país era altamente interessado na manutenção da abertura do mercado brasileiro para os produtos de sua indústria. Naquele momento, os interesses da aristocraciarural brasileira e  os  da Inglaterra se  confundiam num só: separação política que garantisse o fim do "exclusivo metropo-litano" e permanência dos privilégios adquiridos na época de Dom João VI, garantindo, assim, a liberdade econômica que estava ameaçada de ser revogada pelas Cortes portuguesas a partir de 1821.

A independência e a Monarquia, com a continuidade da Casa de Bragança,garantiram, pois, uma ruptura sem povo, uma alteração a nível superestrutural que não trouxe implicações na base da sociedade colonial. São formas políticas que garantiram a permanência da estrutura agroexportadora, baseada no latifúndio e  no trabalho escravo. A independência aparece, pois, como um ato exclusivamente de implicações políticas, uma vez a classe latifundiária não tinha interesse emmodificar a estrutura de produção e a organização social do Brasil.

2. A Guerra de Independência
 
Embora proclamada, a independência não foi aceita por todos. Até 1823, governadores de algumas províncias negavam acatá-la, sendo apoiados por tropas portuguesas. José Bonifácio se encarregou de organizar um exército. Adquiriu navios e contratou mercenários estrangeiros, franceses e ingleses,principalmente. Mas a principal base na resistência armada contra as tropas lusas foi constituída de milícias civis, convocadas em caso de necessidade.
Os maiores confrontos com tropas portuguesas ocorreram na Bahia e no Pará, justamente as províncias que abrigavam grande número de comerciantes cujos interesses se vinculavam a Portugal.
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|Populares saúdam as tropas brasileiras, em...
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