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Alex Ferreira dos Santos














A Pedagogia do toque.





















Linha de Pesquisa: Psicologia da Educação.









2005
I – TÍTULO

A pedagogia do toque.

II – RESUMO


Este projeto tem como escopo analisar os problemas atuais existentes na relação afetiva entre docente-discente oriunda dos diversos níveisde escolaridade, do Jardim de Infância ao Curso Superior. Para isso, temos como hipótese, que estes problemas serão apaziguados na medida em que os docentes se tornarem “referências humanas” para os discentes. Destarte, entendemos que se faz necessário o uso de uma “pedagogia do toque”, onde a afetividade entre docentes e discentes seriam concretizadas. Não se trata de apresentar uma soluçãodefinitiva para os problemas existentes entres ambos, mas sim permear alguns pontos a serem revistos pelos docentes.
Assim sendo, nosso principal argumento é que muitos dos problemas existentes hoje nas relações afetivas entre docentes e discentes como a falta do respeito mútuo entre ambos; a indisciplina em sala de aula e os atos de violência escolar podem ser decorrentes da falta de alicercena vida dos discentes e para isso cabe a escola e mais especificamente ao docente, ou melhor, ao mestre, essa função[1].
A falta de alicerce ou referência na vida dos discípulos apresenta como um dos seus principais fatores, a desestruturação crescente da família na atualidade. Assim sendo,
... quando a família socializava, a escola podia ocupar-se de ensinar. Agora quea família não desempenha plenamente seu papel socializador, a escola, além de não poder realizar sua tarefa específica como no passado, também começa a ser objeto de novas demandas[2].


Deste modo, os discípulos na maioria dos casos, já não têm referências no lar e o lugar que se apresenta mais próximo a eles é a escola. Assim, “é por intermédio das modificações comportamentais da áreaafetiva que a escola pode contribuir para a fixação dos valores e dos ideais que a justificam como instituição social.” [3]
A escola, mais do que nunca, possui a responsabilidade de não mais formar só crianças, jovens, adultos e idosos para o mercado de trabalho, mas formar discípulos que estejam preparados para as tristezas, as decepções, as alegrias, enfim que estejam preparados para avida[4]. Assim,
como conseqüência natural, terá a escola de organizar-se como um centro em que as relações interpessoais sejam cuidadas, em todos os níveis: as de mestres e alunos, as deles próprios e dos órgãos da administração; e enfim a todo o conjunto da escola e a comunidade próxima compreendida as relações de sua dependência natural com a vida da região e a vida nacional, emsi mesma e, afinal no concerto das nações[5].


O problema é que muitos mestres não foram e não estão preparados para tal função. Assim a conseqüência do que acontece hoje é que muitos discípulos possuem outros mestres que não estão no lar e nem na escola. Alguns têm como mestres: traficantes, estrupadores, assassinos, o “Zé Pequeno” (personagem principal do filme “Cidade de Deus”), oHomem Aranha e daí por diante. Já que não possuem mestres no lar e nem na escola, os discípulos procuram na rua, nos filmes, nas revistas, nos videogames. Não obstante, que Hollywood vem
produzindo demasiadamente filmes sobre super-heróis que escalam paredes, escalam montanhas em segundos, e fazem todos os tipos de acrobacias possíveis e inimagináveis. Na verdade, os discípulos quando assistem aestes filmes, tem muitas vezes o anseio de ter a vida de um James Bond, de um Clark Kent, já que não possuem referências mais próximos a eles, seja no lar ou na escola. Daí a necessidade de nas escolas os mestres se tornarem estas referências.
Para tornarem-se referências os mestres hoje têm a responsabilidade de cuidar além da parte intelectual, da parte emocional e espiritual dos seus...
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