Bioquimica

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  • Publicado : 24 de maio de 2011
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RESUMO

Objetivo: Avaliar a literatura médica dos últimos 5 anos com relação à obesidade infantil e seu tratamento.

Método: Levantamento bibliográfico.

Resultados: A obesidade é uma doença crônica, com altos percentuais de insucessos terapêuticos e de recidivas, com sérias repercussões orgânicas e psicológicas, especialmente nas formas mais graves. O tratamento da obesidade costuma sernegligenciado pelos profissionais da saúde e familiares, na expectativa de uma resolução espontânea na adolescência. A chance da criança e do adolescente obesos permanecerem obesos na idade adulta é muito grande, aumentando a morbi-mortalidade para diversas doenças.

Conclusão: Cabe ao pediatra a identificação das crianças com maior risco para obesidade já em idades precoces, com a tomada demedidas efetivas de controle, para que o prognóstico seja mais favorável.

Introdução

A obesidade é uma doença crônica, multifatorial, em que ocorre uma sobreposição de fatores genéticos e ambientais(1). A obesidade exógena é responsável por 95 a 98% dos casos e apenas um percentual muito baixo (2 a 5%) tem como causas as síndromes genéticas que evoluem com obesidade (Prader-Willi, Bardet-Biedl),tumores como o craniofaringeoma ou distúrbios endócrinos (hipotireoidismo, síndrome de Cushing).

Considerada como um dos principais problemas de Saúde Pública nos países desenvolvidos, sua prevalência vem aumentando de forma significante também naqueles em desenvolvimento, onde geralmente coexiste com a desnutrição(2,3).

A obesidade não é um fenômeno recente na história da humanidade;entretanto nunca havia alcançado proporções epidêmicas como atualmente se observa(4). As causas para explicar esse aumento tão importante no número de obesos no mundo estão ligadas às mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares. Nota-se a utilização cada vez mais freqüente de alimentos industrializados, geralmente com alto teor calórico às custas de gordura saturada e colesterol(5), e osavanços tecnológicos proporcionaram maior sedentarismo(6), como se verifica entre as crianças e os adolescentes que permanecem muitas horas sentados em frente aos aparelhos de televisão, video-games e computadores(7).

O desmame precoce com a introdução inadequada de alimentos, pode levar ao início da obesidade já no primeiro ano de vida em indivíduos predispostos.

Os distúrbios da dinâmicafamiliar, especialmente alterações do vínculo mãe–filho, são de grande relevância para a instalação da obesidade na infância(8).

A adolescência é um período crítico para iniciar ou agravar obesidade preexistente, devido ao aumento fisiológico do tecido adiposo que ocorre principalmente no sexo feminino, maior consumo de fast-food com alto teor calórico e também por instabilidades emocionais freqüentesneste período.

O fator de risco mais importante para a criança tornar-se obesa é a freqüência de obesidade entre os familiares, pela soma da influência genética e dos fatores ambientais, como os hábitos alimentares, que determinam os níveis de ingestão de energia, o estilo de vida da família, relacionado ao gasto energético e todo o contexto familiar(9). O risco de uma criança ser obesa aumentaem função da obesidade dos pais. É baixo quando nenhum dos pais é obeso, alto quando apenas um é obeso e muito alto quando ambos são obesos.

Sabe-se que a obesidade na infância e na adolescência tende a continuar na fase adulta, se não for convenientemente controlada, levando ao aumento da morbimortalidade e diminuição da expectativa de vida(10,11). Dessa forma, cabe ao pediatra detectarprecocemente as crianças com maior risco para o desenvolvimento de obesidade, com a tomada de medidas efetivas de controle para que o prognóstico seja mais favorável a longo prazo.

Epidemiologia

A obesidade vem aumentando na população infantil dos países desenvolvidos. Nos EUA, quando são comparados dados dos inquéritos nacionais de 1965 e 1980, constata-se que a obesidade nas crianças de 6 a...
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