Biologia celular

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Biologia Celular/Reticulo Endoplasmático Rugoso
Artigo:Toxicidade da mitomicina C ao endotélio da córnea de coelhos
Autoras: Maria Rosa Bet de Moraes SilvaI; Elisa Aparecida GregórioII
IProfessora Livre-Docente, Adjunta do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Botucatu. Universidade Estadual Paulista - UNESP - Botucatu (SP) - Brasil IIProfessora Titular do Departamento de Morfologia do Instituto de Biociências da UNESP - Botucatu (SP) – Brasil
 
INTRODUÇÃO
A mitomicina C (MMC) é um antibiótico antimitótico alquilante derivado do Streptomyces caespitosus que inibe a síntese de DNA(1) e tem sido amplamente utilizada em oftalmologia, principalmente em cirurgias anti-glaucomatosas para reduzir a "fibrose" pós-operatória.
AMMC aplicada em superfícies oculares externas como a esclera, pode no entanto penetrar no olho e atingir o humor aquoso(2-7). Estudos mostraram que após aplicação da MMC na esclera foram observadas lesões tóxicas no corpo ciliar(8-15). Estas lesões tóxicas observadas no corpo ciliar por meio de estudos morfológicos poderiam explicar complicações que ocorrem no pós-operatório de cirurgiasantiglaucomatosas, como a hipotonia(8).
Uma vez na camada anterior, a MMC poderia causar alterações tóxicas também no endotélio da córnea. Recentemente foi descrita ceratopatia bolhosa adjacente ao local da trabeculectomia com o uso de MMC associada às irregularidades e à necrose de células endoteliais no mesmo local(16).
Apesar da MMC ser muito utilizada em todo o mundo em vários tipos de cirurgiasantiglaucomatosas, cirurgias refrativas e outras, há poucos estudos que avaliem suas possíveis alterações na córnea. Os estudos existentes são controversos em relação às alterações e à redução do número de células endoteliais(17-19). Estes estudos diferem, no entanto, quanto ao tempo de observação, métodos de avaliação, formas de aplicação, concentração, uso de irrigação, o que dificulta comparações.O objetivo deste estudo foi o de avaliar alterações do endotélio corneano de coelhos, após aplicação de MMC na esclera, por meio de microscopia eletrônica de transmissão (MET) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) e observar se há correlação das alterações entre os dois métodos, com o tempo e com a concentração.
 
MÉTODOS
Foi realizado estudo experimental que avaliou o endotélio da córneapor microscopia eletrônica de transmissão e por microscopia eletrônica de varredura de ambos os olhos de 32 coelhos albinos sadios da raça Norfolk, de ambos os sexos. Os animais foram distribuídos em 4 grupos experimentais de 8 coelhos cada um. O grupo 1 (G1) recebeu 0,5 mg/ml de mitomicina C no OD e foi examinado 15 dias após, o grupo 2 (G2) recebeu 0,5 mg/ml de mitomicina C no OD e foiexaminado 30 dias após, o grupo 3 (G3) recebeu 0,2 mg/ml de MMC no OD e foi examinado 15 dias após e o grupo 4 (G4) recebeu 0,2 mg/ml de MMC no OD e foi examinado 30 dias após. Os olhos esquerdos (OE) de todos os animais formaram o grupo controle.
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP (Protocolo nº 124 CEEA).
Após exame dos olhos doscoelhos com auxílio de microscópio cirúrgico foi feita abertura conjuntival de base fórnice e retalho escleral de aproximadamente 1/2 espessura medindo 4/4 mm de lado, localizado entre os músculos reto superior e reto lateral. A MMC (Mitocin® - Bristol - Meyrs Squibb Brasil S/A) foi aplicada nos olhos direitos (OD) sob o retalho, com auxílio de fragmento de algodão estéril que media aproximadamente4 mm de lado, embebido em 0,1 ml de solução de MMC de diferentes concentrações conforme o grupo. O fragmento de algodão foi aplicado durante período de 5 minutos em todos os grupos. Os olhos esquerdos (OE) foram submetidos ao mesmo procedimento cirúrgico, diferindo apenas quanto à solução que embebia o fragmento de algodão que era solução fisiológica (cloreto de sódio a 0,9 mg/ml). Após a...
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