Bioetica no brasil e no mundo

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 INSTITUTO METROPOLITANO DE ENSINO – IME
FACULDADE METROPOLITANA DE MANAUS – FAMETRO

RAFAELA ROCHA

Historia da Ética e da Bioética no Brasil e no mundo.

MANAUS
2012
RAFAELA ROCHA

Historia da Ética e da Bioética no Brasil e no mundo.

PROJETO DE PESQUISA APRESENTADO COMO REQUESITO PARA AVALIAÇÃO PARCIAL DA DISCIPLINA DE BIOÉTICA, CURSO DE ENFERMAGEM SOB A RESPONSABILIDADE DAPROFESSORA ELLEN PRISCILA, DO 2º PERÍODO TURMA: ENF121M01 SALA 6

MANAUS
2012
INTRODUÇÃO

Historia da Ética e da Bioética no Brasil e no mundo.

 O termo bioética surgiu em 1971 com a obra Bioethics: bridge to the future, escrita pelo oncologista norte-americano Van Rensselaer Potter, cuja preocupação primeira era buscar uma saída para o progressivo desequilíbrio criado pelo homem nanatureza. Oito anos mais tarde, Tom L. Beauchamp e James F. Childress publicaram juntos The principles of biomedical ethics, que restringiria a Bioética ao meio clínico. A diferença apresentada nestas obras indica preocupações distintas resultante de duas fases históricas da Bioética, com questionamentos e reflexões próprias. A primeira fase vai de 1960 até 1977, período em que surge em diferentesregiões dos Estados Unidos, entre o meio médico, a preocupação com o impacto social causado pelos avanços científicos e tecnológicos no tratamento de seus pacientes.
O diálogo bioético foi se tornando mais abrangente e seus participantes foram sentindo a necessidade de ampliar o contexto dos debates para dar às humanidades a oportunidade de manifestarem suas preocupações e suas posições em relação aostemas discutidos pela sociedade de então. Foi justamente através do diálogo entre a ciência e as humanidades que Potter apresentou a Bioética na forma de uma “ética geral”. Com esta mesma perspectiva, em 1971, o ginecologista e obstetra André Hellegers fundou, na Universidade de Georgetown, o Kennedy Institute.
A intenção de Potter era desenvolver uma ética das relações vitais, dos seres humanosentre si e dos seres humanos com o ecossistema. O compromisso com a preservação da vida no planeta se tornou, desta forma, o cerne de seu projeto que possuía como característica principal o diálogo da ciência com as humanidades. De acordo com Potter, existem duas culturas que, aparentemente, não são capazes de se comunicar: a da ciência e a das humanidades. Esta deficiência transforma-se numaprisão e põe em risco o futuro da humanidade, que não será construído só pela ciência ou, exclusivamente, pelas humanidades. É somente através do diálogo entre ciência e humanidades que será possível a construção de uma ponte para o futuro.
A perspectiva de Potter foi desenvolvida a partir de uma tripla concepção evolucionista do ser humano, segundo a qual o homem é sujeito ativo e passivo de umaevolução biológica, cultural e fisiológica. É no avanço da Biologia, na adaptação cultural e ética que o homem encontra possibilidades novas para sobreviver. É desta forma que nasce um paradigma biopsicossocial, no qual os condicionamentos genéticos e ambientais condicionam, por sua vez, a percepção e a evolução dos valores como em um circuito cibernético.
Mesmo ampliando as discussões, a preocupaçãocom os problemas mais globais não conseguiu ter o alcance que teve a preocupação com os problemas clínicos. Isso ocorreu, sem dúvida, pela falta de desenvolvimento daquilo que Potter denominou de “ética geral”. Entre os vários fatores que impediram esse desenvolvimento encontra-se o fato dele não ter conseguido institucionalizar o diálogo bioético, fundamentar adequadamente a Bioética como umadisciplina e apresentar, de forma convincente, sua teoria explicativa da interação cibernética entre meio ambiente e adaptação cultural, na construção de um sistema de valores orientados para a sobrevivência da humanidade.
Nos anos posteriores a década de 60, marcada pelo extraordinário crescimento industrial e econômico do Ocidente, que alguns não vacilam em qualificar de selvagem, surgem, na...
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