Billy budd

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  • Publicado : 18 de agosto de 2012
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* Billy Budd

Na obra Billy Budd (1924) de Mellville, a natureza é apresentada como modelo cuja aparência se remete a essência. O mesmo fenômeno é estudado pela ciência da fisignomia que lê na aparência do rosto os traços da personalidade. A obra trata-se de uma novela – parábola (do grego: parábola = comparação, aproximação), isto porque há vários elementos simbólicos, carregados designificados, tudo no texto propositalmente produz sentido. A natureza é uma forte representação em toda obra, que mostra um dualismo (por exemplo, entre o bem e mal). Billy personagem principal é um tipo (molde), um modelo, bonito, ingênuo e inocente, aceita seu recrutamento forçado e embarca num navio chamado “direitos do homem”, onde mais tarde será injustamente condenado à forca.

Abaixoanalisaremos primeiramente, algumas das passagens em que o autor compara Billy Budd a elementos da natureza, especificamente a animais.


Quanto ao recrutamento forçado, parecia aceita-lo sem maiores reservas, como era seu costume aceitar as vicissitudes do tempo. À maneira dos animais, embora nada tivesse de filosofo, ele era na pratica e sem o saber, um fatalista. Também é possível que secomprazesse dessa virada aventurosa que a vida proporcionava, com sua promessa de episódios romanescos e agitações bélicas.


Nesta passagem, a maneira de Billy agir é comparada “à maneira dos animais”, isto porque ele reage ao seu recrutamento com resignação, sem perspectiva de mudança da situação, como algo irrevogável, ele simplesmente aceita, como um animal. Nesta passagem especificamente,devido a sua inocência ele pode ter acreditado que seria bom estar a bordo deste num navio em pleno contexto de guerras, provavelmente pensou que terias muitas aventuras agradáveis, é possível que ele tenha embarcado feliz.

Sim, Billy Budd havia sido abandonado pelos pais. Era, podia-se presumir um filho ilegítimo, decerto de fonte nada ignóbil. A descendência nobre era nele tão evidente como ade um cavalo puro- sangue.

Quanto ao mais com pouca ou nenhuma agudez de espírito, falto de qualquer traço da ciência da serpente, mas sem chegar a ser completa pomba indefesa, ele possuía aquele tipo e grau de inteligência que acompanha a retidão insólita dos seres humanos íntegros-esses indivíduos aos quais ainda não se ofereceu a suspeita maçã do conhecimento. Era analfabeto, não sabia ler,mas sabia cantar e, como o iletrado rouxinol, às vezes compunha suas próprias canções.


Observamos diversas comparações nesta passagem. Primeiramente Billy é comparado a um cavalo puro sangue, um cavalo de raça nobre (forte) assim como sua aparência (bela) o fazia parecer, em seu rosto via-se traços da descendência nobre, ou seja, ele era naturalmente belo e bom.

Vemos também a dualidadeentre o bem e o mal, quando fica claro que Billy não possui “traço da ciência da serpente”, ou seja, do maligno. Aqui se faz presente a questão da tradição religiosa na qual o autor esta embebido.Se o jovem esta distante do mal (é o oposto dele ),podemos compará-lo a figura divina do bem ,Jesus.O mal seria a figura Claggard,a quem Billy despertava inveja e mais tarde seria responsável por seuruim destino.

O autor mostra que mesmo sendo muito inocente, Budd também era inteligente. Ele apesar de ter uma dificuldade na fala ( era “gago” ) e ser analfabeto,era capaz de compor e cantar suas próprias canções “ iletrado rouxinol” ,tinha o dom,algo de sua própria natureza,inato.Algo que ele fazia muito bem.


Ele tinha idade para ser pai de Billy. Pode ser que, no fim do encontro, oaustero devoto do dever militar, entregando-se aquilo que subsiste de prêmio em nossa humanidade estilizada, tenha abraçado Billy, cingindo-o contra o peito do mesmo modo que Abraão talvez tenha feito com o jovem Isaac no momento em que, obediente ao árduo comando preparava-se para oferecê-lo em holocausto.


Como já foi dito, toda a narrativa é envolvida de figuras e aspectos religiosos. Aqui...
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