Big bang

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  • Publicado : 20 de setembro de 2012
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NOTA INTRODUTÓRIA




Ao aceitarmos o desafio da elaboração de um trabalho sobre a origem do Universo, criamos uma expectativa enorme por se tratar de um tema muito actual e que sempre nos interessou embora nunca nos tenhamos debruçado sobre ele muito atentamente.
Resolvemos então com esta oportunidade, aprofundarmos o nosso conhecimento procurando fundamentar o percurso quefoi feito pelo Homem até às conclusões científicas mais actualizadas sobre a origem do Universo.
Uma das questões que mais tem preocupado os astrónomos, os matemáticos e os físicos (mas também os religiosos e os filósofos),é a de saber quando e como se formou o Universo em que vivemos. Sob o ponto de vista científico, o assunto parece tender para uma resposta definitiva. É disso que nosvamos ocupar.




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O PRINCÍPIO DO UNIVERSO





Os conhecimentos que têm vindo a ser acumulados, particularmente os que têm sido obtidos por intermédio dos modernos métodos de observação, medição e cálculo, permitiram aos físicos, aos matemáticos e aos astrónomos, elaborar um modelo global que responda a essasinterrogações. Esse modelo, chamado modelo padrão é geralmente aceite pela comunidade científica internacional. Não deixa também de ser essencial o papel dos teóricos que, desde sempre, elaboraram as mais variadas teorias para explicar os céus e o seu funcionamento.
É com o evento da filosofia da escola jónica: Tales (624-548 a. C.), Anaximandro, Anaximenes, Anaxágoras (449-428 a. C.), entreoutros, que começa a ciência grega.
Estes filósofos estavam convencidos de que o Universo era inteligível, submetidos a regras simples. Rejeitando as explicações tiradas das superstições, ou da mitologia, foram eles os primeiros a procurar compreender de que é feito o Universo e como nasceu. No entanto, é com a escola pitagórica que surge um modelo cosmológico digno desse nome. Filolaos(450- 400 a.C.) considera que o Universo abriga em seu centro uma esfera de fogo imóvel. Tudo gira em torno desse fogo central. O espaço compreende três domínios concêntricos: o Céu (das estrelas fixas), o Mundo e o Olimpo, a morada dos deuses (onde todos os elementos se encontram num estado puro). É interessante verificar a ideia dum centro do Universo em fogo intenso, de uma maneira ou outraidêntica à ideia duma explosão inicial que terá dado origem a tudo o que existe, segundo as teorias modernas.
Platão (428-348 a.C.) trouxe-nos uma nova visão do mundo, nos seus Diálogos. As suas concepções inspiram-se na sua própria metafísica, mas tinham precedentes pitagóricos.
Mais tarde, Ptolomeu (2º século a.C.) estabeleceu um modelo geocêntrico para o Universo, colocando a Terrano seu centro.








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Na verdade assim parecia. O Sol levanta-se sempre a Oriente e parece descrever diariamente uma curva em redor da Terra. O mesmo acontece, à noite, com as estrelas do firmamento. Segundo o grego, o nosso planeta estava rodeado por esferas de cristal de diversos níveis, que giravam em volta dele e dele dependiam. Essa rotação seria suave emelodiosa e até se consubstanciava no foi apelidado de música das esferas.


Este modelo perdurou e só veio a ser destronado pelo monge polaco Nicolaus Copérnico (1473-1542) que, sem o abandonar na totalidade, colocou o Sol no centro do Sistema, em vez da Terra.












Para ele, era bem claro que o curso planetas não era compatível com as ideias de Ptolomeu, entrandoem contradição com o movimento das esferas. Copérnico, no fundo, retomava as teses de Aristarco, elaboradas 1700 anos antes dele, de que o Sol era o centro do Universo e de que a Terra não mais do que um comum planeta volteando à sua roda. Esta nova interpretação valeu-lhe muitas críticas, como era de esperar, e sua teoria teve grande dificuldade em impor-se. Isso só veio a acontecer depois da...
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