Biblioteca nacional

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  • Publicado : 3 de janeiro de 2013
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Introdução
O presente trabalho visa desenvolver, de forma clara, a história da Biblioteca Real portuguesa apresentando as idéias que levaram Portugal à criação de sua própria biblioteca, as dificuldades encontradas por esta e, mais especificamente, os motivos da transferência da mesma para o Brasil.
Dentre os tópicos tratados no texto, destacam-se os comentários sobre a açãodo tribunal do Santo Oficio e como os atos deste impuseram adversidades à Biblioteca que enfraqueceram seu acervo, bem como a ocorrência de um terremoto que, em 1755, levou a Biblioteca a seu arrasamento e posterior reconstrução, ainda em solo português.
Em especial, espera-se que o presente trabalho esclareça ao leitor todos os motivos que levaram a transferência da Família Real portuguesa aoBrasil e a relação deste fato com a transferência, também, da Biblioteca Real. Por fim, serão tratadas também as consequências da transferência da supracitada biblioteca.
Passando por todos os tópicos citados anteriormente, espera-se que o desenvolvimento deste texto cumpra com o intuito de obter êxito em relação à sua proposta: uma explanação clara e suscinta sobre a história da Biblioteca Realportuguesa e sua vinda para o Brasil.

1. A situação de Lisboa no século XVII

Nos anos 1750, Lisboa era considerada uma das grandes capitais da Europa. Porém era também um momento de certo declínio e decadência. De um lado as pressões Iluministas, que vinham revolucionando o resto da Europa, de outro a forte influência da Inquisição, presente no país desde 1536, e até mesmo do fervorreligioso difundido pelo reino. Com isso Portugal se distanciava das demais metrópoles européias, que mostravam cada vez mais repulsa às demonstrações de fanatismo oficial e popular presentes em Portugal.
Além de que, aquela altura, as façanhas de Henrique, O Navegador, e de Vasco da Gama eram apenas lembranças distantes dos tempos de glória e boa parte do que era necessário para avida cotidiana vinha de fora. Em todos os aspectos o cenário era pouco animador, principalmente se comparado aos das demais monarquias européias, contaminadas pelo Iluminismo.

2. História das bibliotecas e o Santo Ofício

A história das bibliotecas e do sonho de acumular obras, ciências e todos os pensadores em um espaço delimitado, fizeram parte da história do Ocidente. Para que isso fossepossível idealizaram-se acervos – particulares, estatais, principescos ou eclesiásticos –, tornaram a busca de edições raras ou de livros desaparecidos em “questão de segurança” e ergueram edifícios que ostentavam o visual, a força e a imponência que a empreitada pretendia representar. Uma biblioteca não só representa um edifício com prateleiras, como também uma coleção e seu projeto. Um acervopossui uma representação ampla, contendo uma concepção implícita de cultura e o desempenho de funções que se adéquem a sociedade em que o acervo está inserido. As bibliotecas do Ocidente cumpriram importante papel na história do pensamento, apontaram limites da tradição, evidenciaram a organização de escolas e revelaram divisões internas e conflitos. Possivelmente isso levou a consequências como ofato de se tornarem instrumentos de poder.
Portugal fez parte da propalação que fez com que os Estados modernos criassem suas próprias bibliotecas. Por meio da Real Biblioteca, os portugueses puderam recordar e se vangloriar de suas glórias passadas, das memórias e da cultura da nação portuguesa. Com tantos livros para exibir, Portugal pretendia diminuir seu afastamento emostrar como, redimido pela cultura, fazia parte de um idioma comum e europeu. Nada como “expulsar a barbárie” com base na construção de uma biblioteca ideal.
Em Portugal a tradição dos “livros ajuntados” remonta o passado. De d. João I a d. Duarte, passando por d. Afonso e tantos mais. A história de Portugal, e mais especificamente dos livros em Portugal, seria muito marcada pela...
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