- Beneficiários ou reféns? O patrimonialismo na perspectiva dos cidadãos de Poço Fundo, Minas Gerais

920 palavras 4 páginas
UFF – UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Curso de Ciências Contábeis – Gestão Pública

Resumo do texto 4 - Beneficiários ou reféns? O patrimonialismo na perspectiva dos cidadãos de Poço Fundo, Minas Gerais
Com objetivo de discutir a dominação e a vigência das práticas de clientelismo, patrimonialismo e personalismo em rotinas públicas e relações sociais, este artigo apresenta o caso de Poço Fundo, município de pequeno porte localizado no Sul de Minas Gerais. A precariedade dos serviços públicos identificada nos depoimentos, embora pareça causa da cultura do favor é, antes de tudo, produto desta.
Max Weber considera a dominação um dos elementos mais importantes da ação social, sendo a administração a maneira como se opera e manifesta a dominação. Desta forma, de grande importancia os princípios que legitimam essa relação de autoridade.
Para Weber (1999), a validade do poder de mando pode apoiar-se em relações tradicionais de autoridade, em regras racionais (impostas ou pactuadas) ou, ainda, no carisma pessoal (crença não racional na revelação ou graça confiada a alguém). Como, no cotidiano, esses tipos não podem ser observados isoladamente, o predomínio de cada um determina, respectivamente, a dominação tradicional, burocrática ou carismática.
Na dominação tradicional, a reverência a um senhor garante a legitimidade das regras instituídas por ele. De uma forma específica da dominação tradicional, que expressa reciprocidade, emerge o patrimonialismo.
Por fim, o patrimonialismo e o clientelismo prestam um grande desserviço à solidariedade social e à noção de comunidade cívica. Se a ação pública é seletiva, antes de exigir sensibilidade, eficiência e probidade do Estado, é necessário tornar-se visível a ele. É preciso preocupar-se com moedas de troca e meios de persuasão. Não faz sentido, em esferas clientelistas, esperar pelo reconhecimento e pela promoção do interesse público.
O patrimonialismo
Originário da sociologia weberiana, o conceito de patrimonialismo

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