Banquete

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  • Publicado : 3 de junho de 2011
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Os Banquetes eram práticas antigas, mas há muito tempo, a conversação filosófica entre estes não era practicada. Sócrates trás de volta esse costume, sendo ele, um elemento importante, posteriormente, na academia de Platão, seu seguidor. O Banquete possuía as suas regras e que deveriam ser seguidas devidamente.
Inicialmente havia a refeição e depois vinha uma segunda parte, a bebedeira. Apassagem do jantar à bebedeira era acompanhada por preces e cânticos. Após isto, era fixado um programa, no qual era estabelecido se bebiam muito ou moderadamente, o assunto que seria tratado e aquele que fosse o autor da ideia, seria o responsável em seguir os procedimentos do programa e deveria ser o primeiro orador.
Sendo assim, já estaria estabelecida a ordem de cada um (orar), começando dadireita para a esquerda a partir do orador. O dono da casa proporcionava aos seus visitantes alguns espéctaculos, como tocadores de flauta e até companhia de artistas.
Os banquetes ganharam um carácter completamente novo com Platão, que cria uma relação entre a escola filosófica e eles, fazendo com que haja uma sociabilidade entre mestres e alunos, o que não acontecia antes, quando essa prática serviapara pontificar a verdadeira virtude masculina e a sua glorificação em palavras poéticas e cânticos.
Na obra “O Banquete” percebe-se o seguimento das regras da prática. Estão presentes, pessoas com várias culturas espirituais. Agatão (discipulo de Sócrates) é um poeta trágico de grande fama; Sócrates, filosofo e o mais respeitado entre os participantes; Aristófanes, o melhor comediógrafo daépoca, são exemplos que podem ser citados na obra.
A obra começa com Apolodoro que narra o relato de Aristodemo sobre o banquete que aconteceu na casa de Agatão, que tinha como convidados, Fedro, Pausânias, Erixímaco (o médico), Aristófanes, Agatão, Sócrates e Alcibíades. Neste diálogo não existe uma personagem central. Cada um deveria fazer um elogio ao Amor, ideia colocada por Fedro e por isso, eleseria o primeiro a pronunciar-se. No discurso de Fedro, ele fala de “Eros” como se fosse um mega Deus : “Eros é um grande deus, admirável entre os homens e os deuses, diverso em tantos aspectos, mas o menor não é da sua origem. Que tenha a glória de ser o mais antigo dos deuses, há uma prova: dos pais de Eros, nenhum vestígio e ninguém, poeta ou não, fala deles; (...)”1.
Fedro condena o ofíciodos poetas que têm por missão, cantar hinos aos deuses mas esquecem-se de “Eros”. Com o intuito de elevar “Eros”, Fedro encerra o seu discurso dizendo: “ Assim declaro que Eros é, entre os deuses, o mais antigo, o mais carregado de glória e senhor soberano de proporcionar a virtude e a felicidade aos homens nesta vida e depois da morte”2.
Pausânias também faz uma distinção entre o “Eros” bom e o“Eros” mau, posição mantida por Erixímaco, tratando como “saudável” e “mórbido”. Erixímaco faz uma exposição do “Eros”, afirmando que este manifesta-se nos animais, nas plantas e em tudo o que é parte do cosmos e também no homem. A essência desse deus está na harmonia que é encontrada no ser saudável.
Aristófanes, o próximo orador, expõe um mito sobre como surgiu o homem. Antes possuía uma formaesférica e por ira dos deuses, eles foram divididos em dois e passaram a vaguear sem a sua metade como punição:”(...) A princípio havia três géneros entre os homens, e não dois, como hoje, o masculino e o feminino; um terceiro era composto dos outros dois: o seu nome subsistiu, mas a coisa desapareceu: então, o real andrógino, espécie e nome, reunia num único ser o princípio macho e o princípiofêmea; agora já não é assim e só o nome ficou, como uma injúria. Em seguida, cada homem tinha a forma de uma esfera, com as costas e as costelas em arco, quatro mãos, outras tantas pernas e duas faces ligadas a um pescoço arredondado, absolutamente idênticas; para essas duas faces opostas, um único crânio, mas quatro orelhas, as partes genitais duplicadas e tudo o resto, que se pode imaginar,...
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