Bakunin

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  • Publicado : 12 de março de 2013
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Ai o Bakunin foi para Paris, quando soube que a REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO DE 1848 havia eclodido. Para quem não sabe, a revolução de fevereiro foram uma série de revoluções na Europa central e oriental, que eclodiram em função de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas, falta de representação política na classe média.... Na frança, os operários também reclamavam a instauração deuma república e exigiam uma reforma. Muito desemprego...
Esta parte, é a visão do próprio Bakunin quando chegou a Paris. Ele logo tentou um passaporte com um contato dele, pra prevenir qualquer eventualidade, mas assim que chegou em Paris, o passaporte foi inútil : ‘’A república foi proclamada em Paris’‘estas foram as primeiras palavras que ele ouviu na fronteira.
Por causa de alguns problemasna estrada de ferro, ele só chegou a Paris 3 dias depois da proclamação da República , em 26 de fevereiro.
Aquela cidade que era enorme, centro da cultura européia , de repente virar um cáucaso selvagem: em cada rua, barricadas erguidas até o teto, operários com blusas pitorescas , negros de pó e armados até os dentes , nenhum carro. Desapareceram todos os velhos arrogantes. Massas entusiastas etriunfantes agitando bandeiras vermelhas , cantando canções patrióticas , embriagados pela vitória.
No meio desta alegria, todos estavam ternos, humanos, modestos e espirituosos. Durante mais de uma semana, Bakunin morou com operários na caserna da rua tournon, a dois passos do palácio de Luxemburgo. Essa caserna, como muitas outras, havia se tornado uma fortaleza republicana.
Ele teve aoportunidade de ver os operários e estudá-los de manhã até a noite. E disse que NUNCA em nenhum lugar e em nenhuma outra classe social, tinha encontrado tanta abnegação , tanta integridade, que era comovente , tanta delicadeza de maneiras e jovialidade unidas ao heroísmo como entre estas pessoas simples sem cultura, que sempre valeram e sempre valerão mil vezes mais que seus chefes.
O que comovianeles, era o profundo instinto de disciplina, nas casernas não podia haver ordem estabelecida, nem leis, nem imposições, mas foi vontade de Deus que todo soldado regular soubesse obedecer com exatidão , adivinhar os desejos de seus chefes e manter a ordem tão estritamente quanto os homens livres. Eles pediam chefes , obedeciam com minúcia e paixão, passam fome e não deixavam de ser amáveis e semprealegres. Se essas pessoas tivessem encontrado um chefe digno deles, capaz de compreende-los e amá-los , este chefe teria realizado , com eles, verdadeiros milagres.
Bakunin passou o mês em Paris , e para ele foi uma espécie de embriaguez para a alma. Ele praticamente não dormia, ficava o dia todo em pé, ia a todas as assembléias, reuniões, clubes, passeatas, respirando aquela atmosferarevolucionária.
E ouvia-se por todos os cantos : ‘‘luta-se em Berlim: o rei fugiu depois de ter pronunciado um discurso! Lutou-se em Viena. Metternich fugiu! a repúplica foi proclamada! Levante em toda a Alemanha , os italianos triunfaram em Milão e Veneza: Os astríacos sofreram uma vergonhosa derrota, a república foi proclamada! A Europa torna-se republica, viva a república!!’’
Parecia que o universointeiro havia mudado. O impossivel , possivel. O estado de espirito era tal que se alguem viesse dizer : ‘‘Deus acaba de se expulso do céu aonde a república foi proclamada ‘‘todo mundo teria acreditado.

BAKUNIN , por James Guillaume
( James Guillaume (1884-1916) Guillaume começou a se interessar pelo anarquismo ainda estudante em Zurique, quando trabalhava como tipógrafo , se tornou um dosmembros mais importantes da federação do Jura da primeira Internacional. Adotando as crenças anarquistas, ligou-se a Bakunin , sendo também expulso da internacional . A )
Depois de Paris, Bakunin foi participar do levante popular de Dresden ( Alemanha , 3 de maio de 1849) e por esse motivo foi condenado a morte em Saxe, depois na Áustria em 1850, sendo liberado durante o governo Russo. Ele sofreu...
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