Avaliação da qualidade de vida de idosos diabéticos tipo ii: aplicação do questionário sobre a qualidade de vida no diabetes (dqol)

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  • Publicado : 4 de junho de 2011
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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS DIABÉTICOS TIPO II: APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO SOBRE A QUALIDADE DE VIDA NO DIABETES (DQOL)

Resumo: A Qualidade de Vida (QV) é um importante indicador de saúde, sua determinação permite mensurar o bem estar de grupos específicos bem como as necessidades encontradas pelos mesmos. O diabetes mellitus (DM) está associado a complicações que comprometem aprodutividade, a sobrevida e a QV dos portadores. Por ser o DM uma doença crônica que acomete a população de idosos, ele pode afetar negativamente a QV deste grupo. O presente trabalho tem como objetivo principal avaliar a QV de uma população de idosos portadores de DM tipo II residentes no município de Ilha Solteira-SP. Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal, com abordagemquantitativa. O estudo foi desenvolvido no município de Ilha Solteira. A amostra foi composta por 70 idosos com idade igual ou superior a 60 anos. A coleta de dados ocorreu durante os meses de abril a novembro de 2008. Os dados foram coletados por meio de entrevista domiciliar dos idosos através de um instrumento de caracterização dos sujeitos e do Questionário sobre a Qualidade de Vida no Diabetes (DQOL).Os resultados mostraram que, a idade variou de 60 a 89 anos, 62,86% dos idosos eram do sexo feminino, 61,43% casados e 30,0% viúvos, 34,29% tinham de 4 a 7 anos de escolaridade. O tempo de diagnóstico de DM tipo II variou de 1 mês a 40 anos, 91,43% realizavam tratamento medicamentoso e 64,29% faziam uso da insulina NPH, 85,71% tinham pelo menos uma patologia não associada ao DM, sendo a mais comuma Hipertensão Arterial. Dos entrevistados 15,71% possuiam Macroangiopatias e 48,57% Microangiopatias. Estudos desse nível reafirmam as necessidades encontradas por esse grupo populacional, e sugerem a necessidade de políticas de saúde direcionadas a sanar tais necessidades, e dessa forma atuar de maneira efetiva na elevação de QV dos idosos portadores de doenças crônicas.
Palavras chave:Qualidade de Vida; Diabetes Mellitus; Idoso

Introdução

O envelhecimento mundial decorre de alterações nos padrões de sobrevivência e nas altas taxas de crescimento, devido à alta fecundidade prevalecente no passado em comparação com a atual, a redução da mortalidade a melhoria nas condições de vida da população, a ampliação da cobertura previdenciária e o acesso aos serviços de saúde,medicamentos e alimentação, bem como a melhoria das condições sanitárias mundiais e o progresso médico-tecnológico (International Diabetes Federation, 2006a).

A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) define o envelhecimento como ¨ um processo seqüencial, individual, acumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie,de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, aumente sua possibilidade de morte¨. (International Diabetes Federation, 2006a; OMS 2003).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera idoso a pessoa com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização dasNações Unidas (ONU). (OMS 2003; International Diabetes Federation, 2006b)

Embora essa mudança altere a pirâmide etária brasileira, o perfil de adoecimento da população também se modifica. A senescência, geralmente, não provoca nenhum problema, porém o convívio com as doenças crônicas pode afetar a funcionalidade das pessoas idosas e a qualidade de vida dos idosos. (International Diabetes Federation,2006a).

As doenças crônicas são a maior causa de morte e invalidez no mundo atualmente. Em 2005, o número de pessoas acometidas superava os 35 milhões. O número de pessoas que morrem em conseqüência de doenças crônicas é o dobro de que todas as mortes por doenças infecto-contagiosas, maternas e perinatais (UKPDS, 1998).

O termo¨condição crônica ¨abrange as doenças não-transmissíveis,...
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