Autonomia

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AUTONOMIA[1]

Márcia Ribeiro Paganella[2]




Resumo
O objetivo do presente artigo é abordar o tema autonomia. Desenvolveu-se a partir de autores como Jean Piaget, Paulo Freire, Rubem Alves. Pretende-se também abordar temas como cooperação, afetividade e respeito mútuo; valorização de trabalhos em grupo em ambientes virtuais;possibilidade e perspectiva de uma prática pedagógica inovadora.




Palavras-chave: Autonomia, educação, cooperação, afetividade, respeito mútuo,ambientes virtuais.




INTRODUÇÃO
A inspiração para esse artigo surgiu a partir de questionamentos sobre o significado da palavra autonomia. O que éessa autonomia que se fala em ambientes educacionais? No dicionário: “AUTONOMIA, s.f. Faculdade de se governar por si mesmo; direito ou faculdade de se reger por leis próprias, emancipação; independência”.(BUENO, 2001 p.85). Essa é a definição para autonomia, porém dentro do contexto educacional, fala-se em cooperativismo, trabalhos em grupo, troca de saberes, então como é essa autonomia?Inicialmente pretende-se refletir sobre o que não é autonomia. Uma escola que é voltada para uma educação do passado, pode possibilitar indivíduos incapazes de se auto-conhecerem como criadores e administradores de sua aprendizagem, como autores de seu percurso. Incapazes de um pensar mais criativo, de analisar teorias e confrontar hipóteses, de buscarem informações onde quer que elas estejam.Como verificamos nesta afirmação de PIAGET:


Não é livre o indivíduo que está submetido à coerção da tradição ou da opinião dominante, que se submete de antemão a qualquer decreto da autoridade social e permanece incapaz de pensar por si mesmo. Tampouco é livre o indivíduo cuja anarquia interior impede-o de pensar e que, dominado por sua imaginação ou por sua fantasiasubjetiva, por seus instintos e por sua fantasia objetiva, e por sua afetividade, é jogado de um lado para o outro entre todas as tendências contraditórias de seu eu e de seu inconsciente. É livre, em contrapartida, o indivíduo que sabe julgar, e cujo espírito crítico, o sentido da experiência e a necessidade de coerência lógica colocam-se a serviço de uma razão autônoma, comum a todos os indivíduos eindependente de toda autoridade exterior.
A vida escolar tradicional, porém, prepara muito pouco para essa liberdade intelectual, porque ela é com demasiada freqüência dominada por uma espécie de autocracia ou de monarquia absoluta, que às vezes quase se toma por uma monarquia do direito divino (1998, p.153).




É preciso ensinar os alunos a pensar, porem, é impossívelaprender a pensar sob um regime em que os alunos passam pela tortura de repetir, copiar e decorar. Não há desenvolvimento da autonomia num ambiente onde prevalece o autoritarismo do professor, em que os alunos vêem o professor como dono exclusivo do saber. O aluno não segue seus interesses, pelo contrario, só faz aquilo que o professor manda, assim, perde toda sua autonomia e sua afetividade,fala frases feitas, decora conceitos que para ele nada significam e tem medo de ousar, pois o taxativo “certo e errado” o amedronta. “Pensar é procurar por si próprio, é criticar livremente e é demonstrar de forma autônoma. O pensamento supõe então o jogo livre das funções intelectuais e não o trabalho sob pressão e a repetição verbal” (PIAGET, 1998, p. 118).
O paradigma educacional, que...
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