Automacao

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 16 (3814 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 8 de dezembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
A AUTOMAÇÃO NOS ANOS 2000 UMA ANÁLISE DAS NOVAS FRONTEIRAS DA AUTOMAÇÃO
Constantino Seixas Filho ATAN Sistemas de Automação seixas@atan.com.br

RESUMO
O conceito embutido na palavra automação passa por uma revolução. Primeiro devido a uma especialização causada pela melhor compreensão dos diversos tipos de processo. Automação de processos contínuos, em batelada e de manufatura requerem normase produtos diferentes, que melhor atendam a identidade de cada setor. A segunda revolução corresponde ao aumento do escopo das atividades. A automação rompeu os grilhões do chão de fábrica e buscou fronteiras mais amplas, se abrangendo a automação do negócio ao invés da simples automação dos processos e equipamentos. Nascem aí os sistemas de gerenciamento da produção ou EPS- Enterprise ProductionSystems, termo mais amplo que o conceito original de MES. E da produção passamos a gerenciar os materiais, através de Warehouse Management Systems, as vendas, através dos sistemas de automação de força de vendas e a inter-relação entre as diversas etapas da nossa cadeia de suprimentos, através dos sistemas de supply chain. Isto abre novas perspectivas para os provedores de engenharia e produtos,desmentindo o conceito de que automação virou commodity.

1. UM POUCO DE HISTÓRIA:
A automação industrial se caracterizava, há alguns anos atrás por um terrível imobilismo. Os sistemas abertos eram o inalcançável Santo Gral. Era a época do culto ao fornecedor. Neste regime feudal, ninguém queria abrir seu território e permitir o acesso dos demais fornecedores aos seus clientes sagrados eencurralados. O mote do período seria: “Faça a sua escolha por uma seita, digo marca, e devote fidelidade eterna à sua tecnologia…”. Quem conseguiu subverter este ambiente de radicalismo tecnológico foi, na minha opinião, o aparecimento simples e despretensioso do PC. Caíram os painéis sinópticos, sumiram as mesas de controle e o PC passou a reinar como a plataforma preferida de supervisão e operação deprocessos. Os softwares SCADA apareceram em diversos tamanhos, em diversos sistemas operacionais, com diversos repertórios de funcionalidades. O mercado se depurou com o tempo. As empresas que produziam estes produtos se fundiram, se consolidaram, ficaram no final reduzidas a uma dezena. Os Sistemas operacionais de tempo real (RTOS) deram lugar ao Windows NT de uso genérico e de performancequestionável em aplicações críticas. Mas nesta época, já estava claro que supervisório era uma aplicação soft real time. Por outro lado o Windows NT apresenta grandes vantagens em relação ao custo total de propriedade, à beleza e popularidade da sua interface gráfica e à abundância de drives de comunicação com todos os dispositivos de mercado. O paradigma do uso de uma rede determinística, interligandoestações de controle foi vencido, mais uma vez por uma tecnologia alienígena ao ambiente de automação. Uma rede de propósitos gerais, não concebida para uso em ambiente industrial, torna-se a vencedora. A Ethernet 10-Base-T, justamente o padrão que usa par trançado como meio de comunicação, a princípio preterido em favor do cabo coaxial, vence esmagadoramente a disputa. Hoje a switched Ethernet100-Base-T se constitui no padrão de fato. Se observarmos a evolução da história, vemos que o mais geral substitui o especialista, o mais barato, o mais comum. O que é padrão de fato, vence. Os CLPs também tiveram que mudar. Tinham que operar em rede como qualquer computador normal. Buscaram CPUs mais genéricas, maiores capacidades de memória, redes de campo que propiciassem alta descentralização efinalmente linguagens padrões. A linguagem ladder surgiu antes da criação dos CLPs. Servia para documentar gabinetes de relés. Os relés se foram, o CLP conquistou espaço também no tratamento de variáveis analógicas e malhas de controle, mas o ladder continuou. Continuou porque facilitava a manutenção, porque era a linguagem natural dos eletricistas, porque era mais fácil de entender, porque...
tracking img