Autocracia burguesa e serviço social

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  • Publicado : 7 de novembro de 2011
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1. Explique como ocorre, no Brasil, a expansão monopolista diante do processo de manutenção e aprofundamento dos laços de dependência em relação ao capital internacional. Destacando nesse debate, como esse processo ocorreu sem a ruptura com a herança colonial e na conformação de uma estrutura agrária, o que teceu as particularidades históricas das relações entre Estado e sociedade no país, noenfrentamento da questão social.
Para o autor José Paulo Netto (1990) a expansão monopolista no Brasil se realizou de forma particular histórica, devido aos movimentos endógenos, que aconteceram no interior da sociedade brasileira. Essas particularidades, que o autor as chama de linhas de força, decorreu desde o período colonial, as atividades econômicas eram voltadas para o mercado externo, anão ruptura com o estatuto colonial, as constituição de classes com uma burguesia voltada para o monopólio oligárquico da terra, e as características do desenvolvimento capitalista no Brasil manteve-se o latifúndio, que diferencia com a evolução capitalista na Europa- Ocidental.
As linhas de força estaram presentes nas decisões políticas e econômicas no processo de formação do Brasil moderno. Èdessas linhas de força destacaram fenômenos importantes que configuraram esta particularidade histórica. Em primeiro, o desenvolvimento capitalista se refuncionalizava a forma econômico-social (o latifúndio) e integrava na sua dinâmica; em segundo, a exclusão das forças populares do processo nas decisões políticas: e em terceiro, o Estado tem atuado como um condutor de desestruturação, de formarepressiva ou desconfiguradora, das agencias que expressam os interesses das classes subalternas.

Netto afirma que a expansão desses fenômenos da formação social brasileira na organização da economia e sociedade, as relações sociais capitalistas saturam e determinam o espaço nacional.
A partir dos anos 56, a industrialização restringida passa a ceder lugar para a industrialização pesada, umnovo padrão de acumulação, um rearranjo nas relações entre estado, a burguesia nacional e o capital norte-americano. Aos anos 60 as linhas de força começavam a ser questionada e colocava uma possibilidade de promover um desvio na sociedade brasileira, alterar ou reverter às linhas de força, pelas manifestações das camadas trabalhadoras no cenário político, segmento de pequenos burgueses (chamadosintelectuais) e outras parcelas sensibilizados, o autor ressalta que a manifestação não colocava em cheque imediatamente, a ordem capitalista, ou seja, não era capaz de produzir uma situação pré-revolucionaria.
Entretanto, com a continuação do padrão de desenvolvimento iniciado, gerava uma crise bem previsível da indústria brasileira (o desaceleramento do crescimento), então a burguesia nacional ejunto com o Estado articulava outro arranjo político-econômico, dando mais privilegio aos interesses imperialistas, arranjo consitia entre, duas opções: atender as requisições do capital internacional ou as forças democráticas populares. O resultado deste desfecho foi estabelecido o pacto contra- revolucionário com o objetivo de adequar todas as economias ás exigências do imperialismonorte-americano e mobilizar todos os movimentos contra os interesses do capital monopolista internacional, o que significou derrota das forças democráticas e populares.
Nesse processo sucedeu o golpe em abril de 64, vai garantir que o capitalismo continuar a se produzir sem nenhum reforma de base e participação das massas nas decisões, de poder político, pois o padrão de acumulação entrava totalmente contraas requisições democráticas e o que delas poderia manifestar as lutas e tensões sociais nesse período, causa fissuras a hegemonia burguesa. O golpe foi necessário a burguesia para manter a hegemonia.
De acordo com Netto o golpe de abril, ocorreu, em relação ao passado da formação social brasileira, um movimento simultâneo da continuidade e ruptura, em continuidade em requisito de resgate...
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