Auto medicação

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  • Publicado : 20 de março de 2013
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Propagandas de medicamentos de ontem e de hoje: a responsabilidade da publicidade no incentivo à automedicação.[1]








Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL – Americana





Resumo


Os medicamentos, com o desenvolvimento da indústria farmacêutica, tornaram-se elementos de necessidade básica e cada vez mais são descobertas novas fórmulas ecomponentes visando cura ou pelo menos o prolongamento da expectativa de vida das pessoas. Um agravante disso, é que as pessoas com um leque tão grande de medicamentos à disposição de compra, aumentam o índice da automedicação e ingerem muitas vezes medicamentos que geram dependência e com uma intoxicação pode levar até a morte. As pessoas procuram por todo tipo de medicamento que possam resolverqualquer um de seus problemas, sejam eles de ordem médica ou não. A propaganda possui uma parcela de responsabilidade, pois propaganda de medicamentos requer mais cautela e apresenta mais limitações no conteúdo a ser explorado e é sobre as regulamentações existentes que aborda este artigo.



Palavras-chave


Propaganda; história; medicamentos; automedicação.





Apresença dos medicamentos na vida das pessoas



O medicamento tem forte influência e presença na vida das pessoas e possui um papel diferente atuando no cotidiano de médicos e pacientes.
Para Barros (1995), o medicamento é destacado como objeto mágico, que permite ao paciente ter a sensação de poder sobre seus sintomas e para os médicos, se prescrito corretamente, aumentar o seuprestígio aos olhos do paciente e da sociedade.
Conforme estudo realizado em Recife e citado por Barros (1995), 84% dos pacientes entrevistados, esperavam sair do consultório médico com uma receita médica e caso isso não ocorresse, 73% responderam que a solicitariam. Com isso percebem-se como as pessoas depositam toda a confiança no poder de cura dos médicos e dos medicamentos eprovavelmente se aplicado nos dias de hoje, o resultado deste estudo não seria diferente.
A concorrência no mercado de medicamentos é grande e os laboratórios apostam em propagandas que possam atrair os médicos e conquistá-los, ganhando sua indicação. Um médico atualizado é visto como médico competente, que prescreve os medicamentos novos no mercado, e que implicitamente, prometem a cura para osmales existentes. Mas será que todos os medicamentos são realmente “milagrosos” como vistos em algumas propagandas?
No passado era comum vermos afirmações sem comprovação científica, mas nos dias atuais isso parece ter ficado raro. Será mesmo? Fatos ocorridos recentemente com marcas famosas que sempre investiram em publicidade levantam essa dúvida No ano de 2001, foram proibidas as vendasde Biotônico Fontoura, Merthiolate e Hipoglós, dentre outros, que foram considerados prejudiciais à saúde ou ineficazes[2]. Suas fórmulas foram modificadas e eles continuam no mercado, mas produtos como estes, sempre foram básicos e presentes nas “farmacinhas” de praticamente todas as residências. São medicamentos tradicionais e seu uso tem acompanhado gerações, sendo passados de pais parafilhos. Não bastasse a tradição que é transmitida pela família, existe, como dissemos, a propaganda que tem forte poder de persuasão e influência de compra destes produtos. Por este motivo, a propaganda é regulamentada e deve seguir alguns critérios, de modo que não incentive a compra do medicamento com finalidade de automedicação.
Para contextualizar o problema, apresentaremos um brevehistórico da propaganda de medicamentos e sua evolução, falaremos do poder de influência da propaganda e dos órgãos que visam a sua regulamentação e faremos os principais destaques de seus códigos de conduta. Por fim apresentaremos alguns casos que de alguma maneira induzem o consumidor ao erro e possivelmente à automedicação e deixaremos nas considerações finais caminhos para futuros estudos....
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