Autismo

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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA LICENCIATURA







Autismo

O que será? Deficiência? Problema? Aceitação?

Não me importa nada... “Minha intenção é viver no mundo normal de tal modo que eu possa encontrar meu próprio eu... não quero mais manter uma fachada de normalidade”.

(Williams)





Luís Alberto Silva Santos

Vanessa Novaes CardosoOrientadora / Tutora

Simone Aguiar





São Paulo

Janeiro de 2010





Conteúdo
Histórico do Autismo 2
Os Sistemas de Classificação 3
Definições 5
Diagnóstico Diferencial 6
Descrição Clinica 6
Prevalência e Epidemiologia 8
Transtornos Globais do Desenvolvimento 8
Risco Familiar 9
Tratamento Prognóstico 10
Diagnóstico 11
Etiologia 13
Perguntas e Respostas14
Legislação 18
Referências Bibliográficas 18
Glossário 19






















Histórico do Autismo

O termo autismo vem do grego “autós” que significa “de si mesmo”.
   Em 1906, Plouller introduziu o termo autista na literatura psiquiátrica.
   Mas foi Bleuler, em 1911, o primeiro a difundir o termo autismo para referir-se ao quadro de esquizofrenia, que consistena limitação das relações humanas e com o mundo externo.

   Em 1943, o psiquiatra americano Leo Kanner, que trabalhava em Baltimore, nos Estados Unidos, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças em sua publicação intitulada “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” (Autistic Disturbances of Affective Contact).
   As crianças investigadas por Kanner apresentavam inabilidade parase relacionarem com outras pessoas e situações desde o início da vida (extremo isolamento), falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice.
   Segundo Kanner, o autismo era causado por pais altamente intelectualizados, pessoas emocionalmente frias e com pouco interesse nas relações humanas da criança.
   Em 1944, o pediatra austríaco HansAsperger, em Viena, descreveu crianças que tinham dificuldades de integrar-se socialmente em grupos, denominando esta condição de “Psicopatia Autística” para transmitir a natureza estável do transtorno. Estas crianças exibiam um prejuízo social marcado, assemelhavam-se com as descritas por Kanner, porém tinham linguagem bem preservada e pareciam mais inteligentes. Entretanto, Asperger acreditava queelas eram diferentes das crianças com autismo na medida em que não eram tão perturbadas, demonstravam capacidades especiais, desenvolviam fala altamente gramatical em uma idade precoce, não apresentavam sintomas antes do terceiro ano de vida e tinham um bom prognóstico.
   A publicação de Kanner ficou conhecida, enquanto que o artigo de Asperger, escrito em alemão, só foi transcrito para oinglês por Lorna Wing, em 1981.
   O transtorno de Asperger se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que não se acompanha de retardo ou deficiência de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo.
   A diferença fundamental entre um indivíduo com autismo de alto funcionamento e um indivíduo com transtorno de Asperger é que o com autismo possui QI executivo maior que o verbal e atraso naaquisição da linguagem. Na prática clínica, a distinção fará pouca diferença, porque o tratamento é basicamente o mesmo.
   É relevante salientar que algumas das especulações da publicação original de Kanner, como a frieza afetiva dos familiares (particularmente a da mãe), de a inteligência das crianças ser normal e de não haver presença de co-morbidade, com o tempo, mostraram-se incorretas.
   Coma evolução das pesquisas científicas, concluiu-se que o autismo não é um distúrbio do contato afetivo, mas sim um distúrbio do desenvolvimento.
   Em 1976, Lorna Wing relatou que os indivíduos com autismo apresentam déficits específicos em três áreas: imaginação, socialização e comunicação, o que ficou conhecido como “Tríade de Wing”.


Os Sistemas de Classificação

   Os sistemas de...
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