Autismo e equoterapia

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  • Publicado : 17 de abril de 2013
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Em 1943, o autismo foi conceituado pela primeira vez por Leo Kanner, como uma doença da linha das psicoses, caracterizada por isolamento extremo, alterações de linguagem e comunicação como gestos, expressões faciais, contato visual, e movimentos estereotipados. Nessa época, a etiologia estava relacionada com dificuldades afetivas entre mãe e filho, que comprometiam o contato social, idéiaextremamente difundida até meados dos anos 70. Hoje, essa doença é definida como um conjunto de sintomas de base orgânica, com implicações neurológicas e genéticas.
O autismo, entendido como um transtorno neuropsiquiátrico, faz parte de um grupo de condições definidas como transtornos invasivos do desenvolvimento (TIDs), ou transtornos do espectro do autismo. Os déficits se manifestam desde o inicio davida.
Há vários tipos de TID definidos pela American Psychiatric Association (DSM-IV R) que incluem transtorno autista, transtorno de Rett, transtorno desintegrativo da infância, transtorno de Asperger e TID – Sem Outra Especificação (TID-SOE). Definição do DSM-IV-R (2002).
No Manual de Classificação Internacional das doenças (CID-10), os TIDs recebem títulos similares, ainda que não idênticos.O CID-10 inclui também outras duas categorias, Autismo Atípico e Transtorno Hiperativo Associado com Retardo Mental e Movimentos Estereotipados. Definição da CID-10 (2000) Autismo infantil.
O transtorno apresenta outras manifestações específicas, como: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra, agressividade, automutilação.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentaminteligência e fala intactas, outras parecem fechadas e distantes, ou presas a comportamentos restritos e rígidos. Os diversos modos de manifestação do autismo estão relacionados ao espectro autista.
Muotri, Carromeu e Marchetto (2010) manipularam os neurônios espelho de pacientes com Síndrome de Rett modificando a atuação deles e consequentemente houve alteração do comportamento autista.
Doençasneurológicas e/ou genéticas foram descritas como sintomas do autismo. Problemas cromossômicos, gênicos, metabólicos e mesmo doenças transmitidas/adquiridas durante a gestação, durante ou após o parto, podem estar associados diretamente ao autismo. Entre 75 a 80% das crianças autistas apresentam características que podem estar relacionadas aos mais diversos fatores biológicos. Portanto, aevidência de que o autismo tem suas causas em fatores biológicos é indiscutível, fazendo-nos reconsiderar a idéia inicial de ligarmos o quadro de autismo a alterações nas primeiras relações mãe-filho. Além disso, apresentam dificuldades no relacionamento social, expresso principalmente através do olhar, da ausência do sorriso social, do movimento antecipatório e do contato físico; na fala e na linguagemque variam do mutismo total: à inversão pronominal (utilização do você para referir-se a si próprio), repetição involuntária de palavras ou frases (ecolalia).
Estudos mostram que há um déficit importante nas habilidades de atenção compartilhada em crianças autistas, que parece estar relacionada à severidade dos sintomas sociais apresentados. O prejuízo ou a ausência do contato ocular faz com que obebê autista perca as informações não-verbais oriundas das expressões faciais, do direcionamento do olhar e dos gestos de seus cuidadores, prejudicando a aquisição e o desenvolvimento das habilidades pragmáticas e sociais da linguagem.
O desenvolvimento da habilidade de atenção compartilhada colabora para uma melhor comunicação e interação social, mesmo na ausência de comunicação verbal. Oscomportamentos comunicativos não-verbais, o ambiente e o interlocutor são variáveis importantes no estabelecimento da interação comunicativa. Busca-se no presente estudo, correlacionar estas variáveis ao desenvolvimento da habilidade de compartilhar a atenção de crianças com Transtorno Autista (FARAH, PERISSINOTO, CHIARI, 2011).
O tratamento do autismo não se prende a uma única terapêutica. Diante...
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