Autismo infantil, transtorno bipolar e retardo mental em portador de síndrome da rubéola congênita.

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  • Publicado : 14 de novembro de 2012
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O artigo científico Autismo infantil, transtorno bipolar e retardo mental em portador de síndrome da rubéola congênita escrito por Francisco Baptista Assumpção Jr e Evelyn Kuczynski do Instituto de Psiquiatria HC/FMUSP, trata de um relato de caso de um paciente do sexo masculino de 14 anos de idade diagnosticado com autismo infantil, transtorno bipolar, retardo mental e portador de síndrome darubéola congênita.
P tem um irmão de 12 anos sadio, ele, entretanto teve uma série de complicações no parto, adquirindo várias doenças dentre elas a rubéola. Com um ano de idade teve pneumonia, caxumba e meningite viral. Aos dois anos apresentou bronquite. Aos três anos desenvolveu crises convulsivas parciais motoras, sendo medicado com Carbamazepina e Valproato até os oito anos. Foi diagnosticadoaos cinco anos com encefalopatia crônica devido a rubéola congênita (ASSUMPÇÃO JR e KUCZYNSKI, 2002).
Em relação às características do autismo, P apresenta maneirismos como passar o dia correndo e pulando, estereotipias gestuais, flapping, risos imotivados, interesses restritos, não aceita toque ou afago (ASSUMPÇÃO JR e KUCZYNSKI, 2002).
Há um ano da admissão ao tratamento ocorreu piora em seuquadro clínico, com crises de risos imotivados e agitação psicomotora que duravam cerca de 40 minutos e desinteresse escolar. Além disso, surgiu a hipótese de transtorno afetivo bipolar em autismo associado à síndrome da rubéola congênita, sendo introduzida litioterapia (ASSUMPÇÃO JR e KUCZYNSKI, 2002).
Seu quadro clínico tornou-se pior com o passar do tempo apresentando-se apatia, chorofrequente, insônia terminal, recusa alimentar necessitando internação para alimentação por sonda, indiferente ao que se passava ao seu redor, latência de resposta, pensamento empobrecido, ecolalia, flapping, balanceio de tronco, humor depressivo com lentificação psicomotora, reconhecimento olfativo e auto-mutilação. Em consequência do uso de lítio, desenvolveu diabetes, sendo então substituído porcarbamezepina que o mantém estável até então (ASSUMPÇÃO JR e KUCZYNSKI, 2002).
Discussão – Técnicas comportamentais que poderiam ser utilizadas
P apresenta sérios comprometimentos em relação ao comportamento, comunicação e interação social. Além disso, possui outras comorbidades que agravam ainda mais seu quadro clínico de autismo. No autismo, como há déficits nestes campos do desenvolvimento, torna-sedifícil o uso de técnicas cognitivas – comportamentais, por isso neste caso tem-se as seguintes propostas.
Sem descartar o tratamento medicamentoso, e após sua alta do tratamento ambulatorial, pensamos que poderia ser utilizada a intervenção intensiva. Esta forma de manejo exigiria várias horas por semana de atuação do terapeuta junto a P, que pode ser em ambiente doméstico e consiste,especialmente, em instalar novos repertórios de comportamento importantes para ele atuar em seu meio social. Durante este procedimento, utiliza-se reforço positivo às aproximações dos comportamentos desejados emitidos pelo adolescente, aumentando-se o grau de exigência gradativamente e à medida que se obtém êxitos, até que a ele emita o comportamento desejado, o qual será reforçado por mais um tempo paraque seja instalado e mantido no repertório comportamental.
Esta atuação intensiva, primeiro aconteceria na casa de P, um ambiente conhecido e controlável e depois podendo passar a ambientes e situações diferentes. Neste tipo de tratamento, podem-se incluir atividades rotineiras caseiras como tomar banho ou alimentar-se, e também comportamentos mais complexos como a aquisição de comportamento decomunicação e interação social.
Este tipo de tratamento tem um custo econômico elevado, o que inviabilizaria sua utilização por parte da família de P. Porém, quando tal tratamento fosse disponibilizado, ele possivelmente obteria grandes avanços. A família assume papel importante neste sentido, cabendo ao terapeuta treinar os pais e demais pessoas que convivem diariamente com o adolescente para...
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