Augusto dos anjos

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 38 (9352 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 24 de setembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Curso de Especialização em Literatura Brasileira







LÍGIA DA SILVA VIEIRA











AS INQUIETAÇÕES DO EU NA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS





















RIO DE JANEIRO
2008




LÍGIA DA SILVA VIEIRA


















AS INQUIETAÇÕES DO EU NA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOSRIO DE JANEIRO
2008






RESUMO




O trabalho aqui apresentado é o resultado da pesquisa sobre a poesia de Augusto dos Anjos, através, principalmente, do seu único livro Eu e outras poesias. A importância desse trabalho está no levantamento de dados e características que consagram o poeta como um dos maiores nomes da literatura brasileira.A originalidade é a marca registrada de sua poesia.

Dentro desse contexto, enfatizamos as inquietações do eu que acompanham sua obra e que fizeram brotar de sua alma os mais belos e profundos versos que já apreciamos. Sua personalidade triste em busca de uma explicação científica para suas dores, fez brotar um sentido oculto nos sons dessas palavras rudes.

Vários poemas de Augusto dos Anjosforam analisados e interpretados. Apesar da ausência de uma biografia autorizada, levantamos vários dados autobiográficos dentro de sua poesia. Trata-se de relatos testemunhados por amigos e admiradores do autor que não marcou em sua época, mas se fez presente e incomparável por todas as décadas que vêm sucedendo a sua existência.


Palavras-chaves: poesia, angústia, dor, expressõescientíficas, incompreensão, reconhecimento.

SUMÁRIO


INTRODUÇÃO 5

METODOLOGIA 8
1. A ORIGEM DO POETA 10
1.1 O materialismo do poeta 11
1.2 O panorama cultural da época 12

2. OS MOTIVOS DAS INQUIETAÇÕES DO EU 14
2.1 A interpretação psicológica 14

3. ANÁLISE DA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS 18
3.1 Monólogos de uma sombra 18
3.2 Os doentes21
3.3 Psicologia de um vencido 22

4. O AMOR NA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS 24

5. AS RELAÇÕES FAMILIARES, SOCIAS E RELIGIOSAS 29
5.1 A família e a morte 29
5.2 A descrença 30
5.3 A relações sociais presentes na poesia 31

CONCLUSÃO 33

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 37






















INTRODUÇÃOSegundo Otto Maria Carpeaux, a palavra sorte não freqüentou muito a vida de Augusto dos Anjos. Parecia a personificação de uma fase infeliz da evolução intelectual do Brasil, combinação contraditória de uma cultura bacharelesca, ávida de novidades científicas, algumas mal assimiladas, e dos ambientes das massas populares miseráveis e abandonadas nas ruas estreitas do Nordeste.
Ainda segundoOtto Maria Carpeaux, em prefácio do livro Eu e outras poesias, Augusto dos Anjos não foi compreendido em sua época. Ninguém leu os seus versos nos cafés superficialmente afrancesados do Rio de Janeiro. Um dos seus raros admiradores que leu um soneto dedicado a Olavo Bilac, recebeu a resposta desdenhosa: “É este o seu grande poeta? Fez bem ter morrido!”. Quem salvou a fama póstuma de Augusto dosAnjos foi seu povo (do Nordeste e do interior do Brasil). A fartura de estranhas expressões científicas e de palavras esquisitas em seus versos chamou atenção dos leitores semi cultos que não compreenderam nada de sua poesia, mas ficavam fascinados pelas metáforas de decomposição em seus versos, da mesma forma que estavam em decomposição suas vidas (Carpeaux,1983:1).
Mais de trinta e cincoedições do seu livro Eu comprovaram essa imensa popularidade que é o reverso da medalha. Afastou os leitores exigentes, de tal modo que, até durante a fase modernista da literatura brasileira, os versos de Augusto dos Anjos foram exemplos do mau gosto de uma época superada. Alguns poucos leitores conseguiram reivindicar e restabelecer a grandeza de Augusto dos Anjos. Tais como: Álvaro Lins,...
tracking img