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John Perkins


Confissões de um Assassino Económico

Tradução HENRIQUE AMAT REGO MONTEIRO

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EDITORA CULTRIX São Paulo
SUMÁRIO
Prefácio 9

Prólogo 17

PRIMEIRA PARTE: 1963-1971

1 Nasce um Assassino Económico 25
2 "Para o Resto da Vida" 35
3 Indonésia: Lições para um AE 44
4 Salvando um País do Comunismo 47
5 Vendendo a Minha Alma 52SEGUNDA PARTE: 1971-1975

6 No Papel de Inquisidor 61
7 A Civilização em Julgamento 66
8 Jesus, Visto de Outro Ângulo 71
9 A Oportunidade da Minha Vida 76
10 Presidente e Herói do Panamá 83
11 Piratas na Zona do Canal 88
12 Soldados e Prostitutas 92
13 Conversas com o General 97
14 Entrando num Novo e Sinistro Período da História da Economia 103
15 O Caso daLavagem de Dinheiro da Arábia Saudita 108
16 Corrompendo e Financiando Osama bin Laden 121
TERCEIRA PARTE: 1975-1981

17 As Negociações sobre o Canal do Panamá e Graham Greene 129
18 O Rei dos Reis do Ira 137
19 Confissões de um Homem Torturado 142
20 A Queda de um Rei 146
21 Colômbia: Pedra Angular da América Latina 149
22 República Americana versus Império Mundial154
23 O Currículo Enganoso 161
24 O Presidente do Equador Contra as Grandes Companhias Petrolíferas 171
25 Eu Me Demito 176


QUARTA PARTE: 1981 PRESENTE

26 Morte de Presidente no Equador 183
27 Panamá: Outra Morte Presidencial 188
28 A Minha Empresa de Energia, a Enron e George W. Bush 192
29 Eu Aceito um Suborno 198
30 Os Estados Unidos Invadem o Panamá 204
31O Fracasso dos AEs no Iraque 213
32 O 11 de Setembro e as Suas Consequências para Mim Pessoalmente 220
33 Venezuela: Salva por Saddam 228
34 Equador Revisitado 234
35 Rompendo o Verniz 243

Epílogo 253
Histórico Pessoal de John Perkins 258
Notas 262
Sobre o Autor 270







PREFÁCIO

"Assassinos económicos" (AEs) são profissionais altamenteremunerados cujo trabalho é lesar países ao redor do mundo em golpes que se contam aos trilhões de dólares. Manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USA1D), além de outras organizações americanas de "ajuda" ao exterior, eles os canalizam para os cofres de enormes corporações e para os bolsos de algumas famílias abastadas quecontrolam os recursos naturais do planeta. Entre os seus instrumentos de trabalho incluem-se relatórios financeiros adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, extorsão, sexo e assassinato. Eles praticam o velho jogo do imperialismo, mas um tipo de jogo que assumiu novas e aterradoras dimensões durante este tempo de globalização. Eu sei do que estou f alando; eu fui um AE.



Escrevi este textoem 1982 como as palavras iniciais para um livro ao qual atribuí o título provisório de Conscience of an Economic Hit Man.[1] * O livro era dedicado aos presidentes de dois países, homens que haviam sido meus clientes, a quem eu respeitava e considerava como consciências semelhantes à minha — Jaime Roídos, presidente do Equador, e Ornar Torrijos, presidente do Panamá. Ambos acabavam de morrer emdesastres aéreos. A morte deles não foi acidental. Eles foram assassinados porque se opunham àquela fraternidade de chefes de corporações, de governos e de bancos cuja meta é o império mundial. Nós, os AEs, fracassamos no nosso trabalho de cooptar Roídos e Torrijos, e os outros tipos de matadores, os chacais a serviço da CIA que vinham imediatamente depois de nós, entraram em ação.
Fuipersuadido a parar de escrever este livro. Retomei a redação dele ainda umas quatro vezes nos vinte anos seguintes. A cada ocasião, a minha decisão de recomeçar era influenciada pêlos acontecimentos mundiais no momento: a invasão americana do Panamá em 1989, a primeira Guerra do Golfo, a Somália, o surgimento de Osama bin Laden. No entanto, as ameaças ou os subornos convenciam-me a parar.
Em 2003, o...
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