Atps economia 2011

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1-INTRODUÇÃO

Seja em nosso cotidiano, sejam nos jornais, rádios e televisão, deparamo-nos com inúmeras questões. Em nosso dia-a-dia, são discutidos pelos cidadãos comuns, que, com altas doses de empirismo, têm opiniões formadas sobre as medidas que devem adotar. A economia é a ciência que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem empregar recursos produtivos escassos na produção de bens eserviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas. O presente trabalho traz uma breve relação de veículos desde híbridos,até os movidos a álcool (incluindo os bicombustíveis), considerando-se o período de 2009 a 2011. Pretende-se analisar a situação atual deste mercado e sua demanda. Em período recente, a busca porcombustíveis alternativos menos poluentes e renováveis, como é o caso do etanol, vem assumindo importância crescente a nível mundial,pelas suas vantagens ambientais, sociais e econômicas, sendo que os países mais desenvolvidos já demonstram interesse pela tecnologia desenvolvida no Brasil com o álcool combustível. Em termos globais, a produção do etanol combustível responde por cerca de dois terços dovolume total de álcool etílico obtido. A produção mundial de etanol (englobando todas as categorias, tais como combustível, industrial e “potável”) é da ordem de 35 bilhões de litros, segundo a UNICA (2005), dos quais o Brasil é responsável por 40% do volume total produzido. Desta quantidade produzida, entretanto, apenas 4 bilhões de litros são comercializados anualmente no mercado internacional,sendo mais de 2 bilhões de litros de responsabilidade do Brasil no ano de 2004. Nesse mesmo ano, do total comercializado de etanol no mercado mundial, mais de 700 milhões de litros destinaram-se a seu uso como combustível.
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As vantagens da produção do álcool pelo setor sucroalcooleiro compreendem não apenas a sua participação relativa no produto agroindustrial nacional, como também a suacontribuição para a redução do déficit da balança comercial (em que as importações do petróleo pesam consideravelmente), além da geração de cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos, sendo 80% destes na área rural, e a possibilidade de propiciar usos alternativos de derivados e subprodutos, como a obtenção de energia elétrica a partir do bagaço da cana (Ometto, 1998). A despeito das vantagens docombustível renovável, existem dois períodos bastante distintos ao longo das últimas décadas no que se refere ao consumo de álcool e à venda de veículos movidos com esse combustível. Fazendo uso da experiência acumulada desde a década de 20, com a produção e uso de álcool em todo o país (álcool anidro para mistura à gasolina), em 1975, dois anos após o primeiro choque do petróleo, o Brasil apostouno álcool combustível como alternativa para diminuir sua vulnerabilidade energética e economizar dólares. Criou-se um programa (denominado Proálcool) de diversificação para a indústria açúcareira, com grandes investimentos públicos e privados, apoiados pelo Banco Mundial, possibilitando a implantação de destilarias de álcool, autônomas ou anexas às usinas de açúcar existentes. Na fase inicialdesse Programa, desenvolveu-se somente o álcool anidro, adicionado à gasolina. A partir de 1980, o álcool passou a ser usado também para mover veículos cujos motores o utilizavam como combustível puro (álcool hidratado), mas que ainda não apresentavam desempenho adequado. Com o intenso desenvolvimento da engenharia nacional, após o segundo choque do petróleo, surgiram motores especialmentedesenvolvidos para o álcool hidratado. Em 1984, os carros a álcool respondiam por 94,4% da produção das montadoras (Shikida, 1997). Paralelamente ao fim da crise do petróleo, desde 1986 o governo brasileiro tomou medidas que contribuiram para desestimular a produção de carros a álcool, , o que levou a

uma relação bastante estreita entre oferta e demanda do produto ao final dos anos 90. Um outro fator...
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