Atividades lúdicas e desenvolvimento infantil

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UNIARARAS-ISE
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA







ATIVIDADES LÚDICAS E DESENVOLVIMENTO INFANTIL









NOME
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UNIARARAS-ISE
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA








ATIVIDADES LÚDICAS E DESENVOLVIMENTO INFANTIL








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NOVEMBRO / 2006SUMÁRIO














































1. Introdução

Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a educação das crianças.
Asbrincadeiras, além de proporcionar momentos de lazer e prazer, são de suma importância para a formação cultural, social e cognitiva das crianças.
Por meio de brincadeiras e jogos as crianças desenvolvem capacidades que não poderiam ser construídas pelos adultos, mas somente através de vivências que trocam espontaneamente, também amadurecem competências para a vida coletiva, oriundas da interação, edas experiências de certas regras e papéis sociais.
Considerando que o brincar é inerente ao processo de desenvolvimento infantil, que não pode ser visto como uma atividade complementar, supérflua ou até mesmo dispensável, apresentamos uma “proposta” que tem o objetivo de ampliar os conhecimentos sobre jogos e brincadeiras, destacando a importância do brincar enquanto produto social e cultural.A intenção é a de construir um “projeto instigante”, que traga à consciência toda a complexidade do tema em questão na ação pedagógica, possibilitando a troca de experiências com outros profissionais da educação.


















































2. ASPECTOS HISTÓRICOS

Philippe Ariés (1981) provoca uma discussão sobre ainfância e a família através de interpretação da iconografia existente (quadros, gravuras, imagens, tapeçarias), com apoio em textos de época, na França, a partir da idade média. Ele mostra a sociedade “retratando-se”. Ariés faz um resumo sobre a história da infância e como os jogos e brincadeiras eram vistos naquela época.
A maioria dos jogos e brincadeiras infantis tinha por origem o desejo deimitar os adultos (malha, pele, arco). As crianças misturavam-se aos adultos nas festas tradicionais. Algumas brincadeiras tinham, no entanto origem diversa (balanço, saltar **** de vinho). Existia uma relação estreita entre a cerimônia religiosa comunitária e a brincadeira. Com o tempo a brincadeira se libertou do seu similadismo religioso e perdeu seu caráter comunitário, tornando-se mais profana eindividual. Nesse processo ela fica cada vez mais reservada à criança.
Havia uma indiferença moral com relação aos jogos e brincadeiras. Os jogos de azar, por exemplo, não eram considerados suspeitoso ou perigosos, não sendo proibidos às crianças ( só no século XIX um processo moralizador leva a formação de uma sociedade de conservadores). Já os jogos de exercício receberam uma visãopatriótica: Preparar os rapazes para a guerra. Os jogos de salão, por sua vez, eram muito valorizados como sendo de “espírito e conversação”, não acessíveis a pessoas ignorantes ou grosseiras.
A sobrevivência popular e infantil de jogos outrora comuns a toda a coletividade preservou uma das formas de divertimento mais gerais da antiga sociedade: o disfarce a fantasia. A partir do século XVIII asfestas e a fantasia se tornam mais raras na “boa sociedade”. Então o carnaval torna-se popular e “atravessa o oceano”.
Os jogos e as brincadeiras tinham uma importância tal nas sociedades antigas que, para nós, é difícil de imaginar. O trabalho não ocupava tanto tempo do dia, nem tinha tanta importância na opinião comum. Não tinha o valor existencial que lhe atribuímos há pouco mais de...
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