Associações de apoio ao imigrante no algarve

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Curso de Educação e Formação de Adultos

Técnico de apoio à gestão - Nível Secundário

CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE

PROCESSOS IDENTITÁRIOS

Associações de Apoio ao imigrante no Algarve

INTRODUÇÃO

No módulo de Cidadania e Profissionalidade - Políticas Públicas de Inclusão, foi-nos solicitado que efectuássemos um trabalho sobre as associações de apoio ao imigrante no Algarve.Como base, para podermos efectuar este trabalho, visualizamos um documentário “Rostos e Gestos para a inclusão”, onde se aborda o trabalho que estas associações fazem no sentido de apoiar os imigrantes que decidem escolher esta região do País à procura de melhores condições de vida.
O objectivo deste trabalho foi dar a conhecer qual a missão destas associações, qual o apoio quecada associação dá aos imigrantes, o que estas associações pretendem com alguns eventos que realizam, entre outros.

Inspirados pelo princípio da hospitalidade, desenvolvem-se em Portugal, programas e acções que permitem acolher bem os imigrantes, que passam, por exemplo, pelo Sistema Nacional de Apoio ao Imigrante, onde se desenvolvem iniciativas como Centros Nacionais de Apoio ao Imigrantecom a presença integrada das instituições públicas com as quais o imigrante se relaciona, bem como um conjunto diversificado de Gabinetes de Apoio, Reagrupamento Familiar, Emprego, Apoio Jurídico, que torna mais rápido o acesso aos direitos fundamentais.

Por outro lado, a Rede Nacional de Informação ao Imigrante, proporciona em diversas línguas e diferentes suportes, papel, Web, média,telefone, postos informativos, informações úteis e práticas que facilitam a integração dos imigrantes.

No Algarve, nos últimos anos tem-se criado muitas associações que trabalham neste sentido, devido ao facto da situação dos imigrantes legais e ilegais ter aumentado significativamente nesta região nos últimos tempos.

DESENVOLVIMENTO

As desigualdades no mundo sempre gerarammovimentos de pessoas de uns países para outros, em função das oportunidades que se lhes surgem mais adequadas para melhorarem as suas vidas. Desta forma, não há nenhuma lei que impeça alguém de emigrar ou que possa fazê-la mudar de ideias para arranjar trabalho noutro país.

O seu sofrimento não termina logo que chega ao país escolhido. A partir daí, para sobreviver, tem que arranjartrabalho, mas também um visto (autorização) para poderem trabalhar legalmente. As leis em Portugal não diferem muito das do resto da Europa mas a burocracia torna tudo mais complicado.

Uma das maiores dificuldades que eles encontram é em arranjar trabalho, pois muitos entram no nosso país sem qualquer contrato de trabalho. Muitas vezes vemos imigrantes com alguma formação a trabalharem nas obrasou em trabalhos precários.

Podemos ver também mulheres imigrantes a trabalhar como domésticas, com baixos salários e em condições lastimáveis, sem qualquer contrato de trabalho ou segurança social. Muitas vezes, quando deixam de interessar, são simplesmente despedidas sem qualquer compensação. Como não fazem qualquer tipo de descontos, não podem beneficiar de qualquer tipo de apoio. Paraagravar esta situação, e como a maioria tem dificuldade em expressar-se de forma compreensível em português, ainda são mais exploradas.

Entretanto também têm imensas dificuldades em arranjar uma habitação com um mínimo de condições para viver e em arranjar escolas para os seus filhos, a religião também é um dos grandes problemas e por isto muitas vezes sentem-se sós e abandonados.Por esta razão foram criadas associações sem fins lucrativos, para apoiar os imigrantes, na procura de informação e apoio para resolverem algumas das dificuldades com que se deparam, como é o caso da Associação Capela, Associação Cabo Verdiana, Associação AMMA, todas estas situadas em Portimão, sendo este o segundo maior concelho, do distrito de Faro, de acolhimento de imigrantes oriundos dos...