Assistencia de enfermagem ao potencial doador de orgão

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ASSITÊNCIA DE ENFERMAGEM AO POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS

Bruna dos Santos Pacheco¹, Poliana da Costa Campos², Carlos Roberto Maximiano da Silva³.

RESUMO O processo de transplante de órgãos vem evoluindo a cada década, devido ao avanço científico, tecnológico e o interesse dos pesquisadores em desenvolver novas técnicas e novos medicamentos. Ao passar dos anos, as leis foram se aperfeiçoando paramanter uma padronização mundial na doação de órgãos. Apesar dos problemas enfrentados, como recusa familiar e déficit na manutenção do potencial doador, o Brasil apresentou um crescimento notável no número de órgãos transplantados nos últimos anos. Com os dados apresentados vimos que o papel do enfermeiro é de extrema importância, tanto no processo de captação de órgãos, na qual tem comoobjetivo conscientizar a família, como na manutenção do potencial doador, mantendo o equilíbrio do organismo para garantir a qualidade do órgão para o transplante. Palavras-chave: Transplante. Doação de órgãos. Enfermagem.

ABSTRACT The process of organ transplantation has evolved with each decade, due to the advancement of science, technology and the interest of researchers in developing new techniquesand new drugs. Over the years, laws have improved to maintain a global standardization in organ donation. Despite the problems faced, such as family refusal and a deficit in maintaining the potential donor, Brazil has experienced a remarkable growth in the number of organ transplants in recent years. With the data presented we saw that the nurse's role is extremely important, both in the processof organ retrieval, which aims to educate the family in maintaining the potential donor and keeping the organism balance, to maintain quality of the organ to transplantation. Keywords: Transplantation. Organ donation. Nursing.

¹Graduada em Enfermagem pelo Instituto de Ensino Superior de Londrina ²Graduada e Enfermagem, Pós graduada em Cardiologia pelo Instituto de Ensino Superior de Londrina³Doutor em Genética pela Universidade Estadual de Londrina, Docente do Instituto de Ensino Superior de Londrina

INTRODUÇÃO

Vários são os relatos históricos que povoam o imaginário da humanidade a respeito de transplantes, desde os seus primórdios. Na Bíblia pode-se encontrar uma passagem no livro de gênesis 2:21-22 que relata a criação de uma mulher através das costelas de um homem. Nesse relatoAdão aparece como primeiro doador (BIBLIA, 1973). Já no Cristianismo em Roma, onde a assistência hospitalar teve seu inicio, tem-se um relato significativo na primeira tentativa de preservação da vida humana, a história nos fala sobre dois homens santos Cosme e Damião que exerciam a medicina por pura caridade e de forma gratuita, e que certa vez, após a amputação da perna de um velho,transplantaram nele a perna de um soldado mouro que havia falecido (PAGNOZZI, 2003). O processo de doação é definido como o conjunto de ações e procedimentos que consegue transformar um potencial doador em doador efetivo. O potencial doador é o paciente com diagnóstico de morte encefálica, no qual tenham sido descartadas contra-indicações clínicas que representem riscos aos receptores dos órgãos (SANTOS;MASSAROLLO 2005). O termo transplante foi utilizado pela primeira vez por John Hunter, em 1778, quando o pesquisador descreve suas experiências com órgãos reprodutores em animais, desde e então, uma série de tentativas marcaram a história dos transplantes, evoluindo posteriormente para experiências em seres humanos (FONSECA; CARVALHO, 2005). Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos(ABTO), a morte encefálica (ME) é definida como a ausência do fluxo sanguíneo ou da atividade cerebral, levando à completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Podendo ser devido a uma agressão severa ou ferimento grave no cérebro, o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre. Enfatiza dizendo: ”sempre que há morte encefálica (ME), há morte física...
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