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DESENHO ORGANIZACIONAL: MODA OU NECESSIDADE?

O processo de desenvolver uma estrutura organizacional é referido por Henry Mintzberg como desenho da organização. Ao desenhar estruturas organizacionais os gestores devem ter em conta a estratégia, e, segundo Chandler basta que a estrutura e a estratégia não se coadunem para que possam aparecer dificuldades organizacionais.
Grandes máquinas burocráticas podem ser perfeitas para um sistema de produção em massa eficiente, mas não para se adaptar rapidamente a novas situações. As várias divisões intervenientes na realização de filmes dependem de estruturas flexíveis de modo que permitam uma constante inovação, a qual dificilmente será atingida num conglomerado que controle todas as operações desde o topo até á última linha de produção. Os hospitais e universidades públicas requerem um modo de controlo profissional incompatível com os moldes tecnocráticos que os governos tendem a impor. O autor deste artigo descobriu que a maioria das organizações se aproximam de uma de 5 configurações naturais, sendo cada uma a combinação de determinados elementos estruturais e organizacionais. Quando os gestores e os “designers“ organizacionais tentam misturar e fazer coincidir os elementos de organizações diferentes podem concluir muitas vezes que, como uma peça de roupa mal cortada, eles não formam um conjunto harmonioso. A chave do desenho organizacional é, então, consistência e coerência.
O trabalho que se segue foi adaptado do mais recente livro de Mintzberg “A Estruturação das Organizações”.
Um conglomerado de empresas adquire uma pequena empresa de manufactura e tenta impor orçamentos, planos, processos organizacionais e sistemas desconhecidos. Como resultado as vendas entram em declínio e a inovação de produtos diminui (além de se avizinhar a bancarrota), até os gestores de divisão comprarem de novo a companhia e conseguirem o volte-face da situação.
Os consultores fazem constantes propostas de introdução de novos sistemas

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