As perspectivas da crise economica para o brasil

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  • Publicado : 27 de outubro de 2012
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CONCLUSÃO.
O mundo encolheu e as informações são difundidas cada vez mais rapidamente. A esses fenômenos podemos nos referir como sendo algumas das facetas da globalização. Dentro desse contexto, a economia tornou-se extremamente delicada e em um equilíbrio, por assim dizer, instável. Boatos, guerras, greves e falências podem gerar um pânico em várias bolsas de valores ao redor do mundo, bemcomo motivos aparentemente antagônicos, como a falta ou o excesso de crédito. Vemos isso na crise que se iniciou em 2008, na qual, assim que a bolha especulativa imobiliária estourou, não só a bolsa americana entrou em queda, mas também várias outras bolsas, assim como o PIB de vários países, como Japão, ou de blocos econômicos, como o europeu – que apresentou a maior redução de seu produtointerno bruto desde a formação da Zona do Euro – apresentando essa catástrofe econômica, como um de seus principais efeitos, o surgimento da crise dessa união econômica e monetária.
O Brasil também sofreu com o desenrolar dessas crises: a indústria brasileira, que já vinha sofrendo com a perda de competitividade no cenário internacional por políticas internas, sentiu-se ainda mais afetada com adiminuição da demanda externa de seus produtos, motivada pelos arrochos de importação nos países em crise e pela desvalorização do dólar, gerando o aumento do real, moeda já considerada estável.
Entretanto, para o Brasil, a sua característica de não ter um setor industrial com tanta dependência no mercado internacional, justamente pela falta de competitividade industrial e pela sua condição depaís “celeiro do mundo” e exportador de commodities, parece ter tido um essencial papel no que diz respeito aos efeitos da crise dento de nosso território. Isso tudo acabou por fazer com que fôssemos menos afetado pela crise, pois menos de 20% do PIB brasileiro encontrava-se diretamente atrelado ao mercado externo, ou seja, nós tínhamos um perfil de economia bem mais fechada do que da média dospaíses no ano de 2008. Desse modo, além de não estarmos tão inseridos na economia global, o que aqui produzimos são materiais indispensáveis para outras nações – alimentos, minérios e energia –, mesmo que elas se encontrem em crise, possuímos um grande mercado consumidor em crescimento, o que nos torna, aos olhos de qualquer Estado, um aliado imprescindível, especialmente em momentos de recessão.Como consequencia dessa mudança de visão do Brasil – e aqui encontramos um forte fator psicológico – que vem ocorrendo no cenário internacional de “país de exportador de produtos primários que deve ser explorado” para “país com grande potencial econômico e um grande aliado”, fomos postos em foco, junto com os outros BRIC's (ou BRICA, incluindo a África do Sul, conforme alguns defendem), comograndes promessas de lucros para os investidores, que nos vêem agora como mercados mais estáveis e possivelmente aptos a ocupar o “vácuo de investimentos” deixados pela crise de 2008.
Uma vez que, como é comum agora ser dito, “os olhos do mundo estão voltados para o Brasil”, o governo tenta, então, aproveitar-se dessa situação econômica e psicologicamente fértil para o crescimento brasileiro,para desenvolver e diversificar a indústria nacional, oxigenando o mercado interno, gerando empregos e renda, para se chegar a uma economia verdadeiramente sólida e que, ao mesmo tempo, possua competitividade no cenário internacional, mesmo quando a conjuntura global entrar em equilíbrio novamente. Nesse ano, pudemos ver como é considerável o esforço nesse sentido no momento em que olhamos para asmedidas que o atual governo tomou como forma de incentivo à nossa indústria ( o pacote econômico voltado ao fomento industrial) , indicando uma preocupação em aproveitar essa oportunidade. E isso já gerou resultados, pois o consumo realmente aumentou, a taxa de desemprego diminui e vários brasileiros saíram da linha de pobreza, evidenciando que essas medidas realmente tiveram um certo efeito....
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