As filosofias educacionais para surdos

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  • Publicado : 15 de novembro de 2012
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AS FILOSOFIAS EDUCACIONAIS PARA SURDOS:
Comunicação total, oralismo, bilingüismo

A filosofia educacional é um ramo do pensamento que se dedica a reflexão sobre os processos educativos. Conhecer as filosofias educaconais para surdos, a linguagem e a qualidade de interações servem de suporte para analisar o ensino do povo surdo.
Existem atualmente na área da surdez três filosofiaseducacionais que estão sendo utilizadas e estudadas. No processo histórico dos surdos no Brasil, mantendo o olhar pelo aspecto educacional um ponto importantíssimo para compreendermos melhor a educação de surdos é a evolução dessas filosofias educacionais são elas : oralismo, comunicação total e o bilingüismo.
1. Oralismo (1911)
O oralismo visa à integração do surdo na comunidade de ouvintes,dando-lhe condições de desenvolver a língua oral. A noção de linguagem, para esta filosofia, restringe-se à língua oral, e esta deve ser a única forma de comunicação dos surdos.
Seu objetivo é fazer com que o surdo faça parte da sociedade ouvinte através da fala e de boa leitura orofacial, evitando a utilização de sinais.
O oralismo percebe a surdez como uma deficiência que deve ser minimizada pelaestimulação auditiva. Esta estimulação possibilitaria a aprendizagem da língua portuguesa e levaria a criança surda a integrar-se na comunidade ouvinte e a desenvolver uma personalidade idêntica à dos indivíduos ouvintes.
A educação oral começa no lar e, portanto, necessita da participação efetiva da família. O oralismo sempre foi e continua sendo uma experiência que apresenta resultados nadaatraentes para o desenvolvimento da linguagem e da comunidade dos surdos. Críticos desta abordagem, argumentam que canalizar todas as experiências pedagógicas e sociais da criança surda pelo recurso mais fraco, a competência oral, produzia fracassos em lugar de sucessos. O surdo não é visto dentro de suas possibilidades e de suas diferenças, mas no que lhe falta e que deve ser corrigido de qualquerforma para que ele possa integrar-se e ser "normal".
O oralismo força as pessoas surdas a se adaptarem a uma imagem do que as pessoas ouvintes pensam que elas deveriam ser. Todas essas tentativas de oralização do surdo buscam a transformação desta num ouvinte que jamais poderá vir a ser. Uma vez que ele não pode vir a ser, nem a se comportar, nem a aprender da mesma forma que o ouvinte, asabordagens oralistas não alcançaram o resultado desejado (desenvolvimento e integração do surdo na comunidade ouvinte).
O princípio educacional não estava baseado na necessidade do surdo e numa compreensão de suas necessidades, ou sequer em sua forma de comunicação. Isto não quer dizer que muitos surdos trabalhados no oralismo não tenham conseguido desenvolver um nível de linguagem e de fala bastanteinteligível. O problema é que estes são poucos e a questão de integração na comunidade ouvinte, ainda continua existindo. A surdez nunca é anulada, tanto pelos profissionais como pelos ouvintes e, infelizmente, o surdo continua sendo estigmatizado pela sociedade ouvinte.
2. Comunicação Total (1970)
Na década de 60, a insatisfação com os resultados da linha oralista era muito grande nos EUA.Pesquisas e novos conhecimentos teóricos levaram a questionar o trabalho realizado até aquele momento, pois este não levava ao desenvolvimento esperado de fala, leitura orofacial, desenvolvimento de linguagem e habilidades de leitura.
A comunicação total foi considerada como filosofia que incorpora as formas de comunicação auditivas, manuais e orais apropriadas para assegurar uma comunicação efetivacom as pessoas surdas. Preocupa-se, principalmente, com os processos comunicativos entre surdos e surdos e surdos e ouvintes. Acredita também que os aspectos cognitivos, emocionais e sociais não devem ser menosprezados em prol do aprendizado exclusivo da língua oral. Por isso essa filosofia defende o uso de recursos espaço-visuais como facilitadores da comunicação. Fornece, portanto, uma...
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