As especificidades do crescimento do capitalismo norte americano nas primeiras décadas do século xx

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  • Publicado : 19 de novembro de 2012
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Introdução
As leituras realizadas que abordam as especificidades do crescimento do capitalismo norte americano nas primeiras décadas do século XX, retratam as afirmações de autores como Eric J. Hobsbawm, Leandro Karnal entre outros que complementam a pesquisa realizada sobre o tema em questão.
Em primeiro plano será abordada a temática sobre a hegemonia econômica dos Estados Unidos que se deuatravés da crise em que a Europa se encontrava após a Primeira Guerra Mundial. A vida cultural, sua influência através do Jazz e do Blues que teve grande importância e dividia opiniões dos grupos mais conservadores da sociedade norte americana, que os consideravam sendo uma música indecente, ligados à marginais, alcoólatras e prostitutas, o que incentivava o preconceito e um forte racismo, levandopessoas à segregação e a um conceito de superioridade racial.


AS ESPECIFICIDADES DO CRESCIMENTO DO CAPITALISMO NORTE AMERICANO NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX.

No final do século XIX e início do XX, a expansão norte americana compreendeu o avanço e tomada de territórios para direcionar seu crescimento econômico e hegemônico.
“Os historiadores recentes tendem a encarar esta expansãono fim do sec. XIX como a coroação de meio século de tendências expansionistas, pensadas e arquitetadas como política externa, e não como impulso expansionista momentâneo.”
(América Passado e Presente, pag. 461.)
Segundo Leandro Karnal, a imigração massiva nas duas ultimas décadas do século XX proporcionou um crescimento populacional de cerca de 76 milhões de habitantes, propiciando aconsolidação de grandes metrópoles como Nova York, Chicago e Filadélfia.
Elites econômicas aliadas e expansionistas do governo lançavam projetos imperialistas visando obtenção do controle de novos territórios no Oceano Pacífico, América Central e no Caribe.
O autor ressalta que grande parte da elite e seus defensores intelectuais baseavam-se na doutrina do darwinismo social, segundo a qual o grande poderpolítico e econômico refletia o sucesso natural dos mais aptos da sociedade. O banqueiro Russell Sege, argumentou num debate público, em 1902, que sua inteligência superior, habilidade e honestidade para negócios foram responsáveis pela sua fortuna pessoal. Para ele, criticar a acumulação de riqueza era “criticar os decretos de justiça”. Ele ainda dizia que a exploração da classe trabalhadora, cargahorária excessiva com salários muito baixos e péssimas condições de trabalho era apresentada como um estado natural da sociedade.
Refletindo sobre o que disse Sege, é possível confrontar sua ideia de que a exploração da classe trabalhadora era um curso natural da sociedade, pois isso era possível ser transformado. Um exemplo bem significativo foi o Fordismo, que trouxe um aumento deprodutividade, diminuição das horas de trabalho e o salário real aumentou, o que não quer dizer que a intenção de Henry Ford era somente beneficiar o trabalhador, e sim um grande aumento em sua produtividade.
O crescimento do capitalismo Norte Americano se deu através da crise em que a Europa se encontrava após a Primeira Guerra Mundial. Para termos uma noção do crescimento do mesmo, basta sabermos queantes da Primeira Grande Guerra, os Estados Unidos eram devedores de 3 bilhões de dólares para diversos países europeus e após o conflito, tornou-se credor de 17 bilhões de dólares, no que se refere aos países europeus. A consequência disso foi um crescimento econômico extraordinário e suas indústrias inundaram o mercado mundial de produtos com preços baixos. Contudo, a maior parte das exportações demercadorias era destinada ao mercado europeu, fazendo com que isso o tornasse a fábrica do mundo.
Além disso, conquistaram um avanço na indústria do automobilismo, que elevou o PIB do país. Entretanto, houve uma revolução no modo de produção industrial. Á exemplo disso foi o caso de Henry Ford (1863 – 1947),que inovou radicalmente o processo de fabricação de automóveis, usando a mão de obra...
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