As escolas do pensamento comunicacional na obra historia das teorias da comunicação

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  • Publicado : 18 de março de 2011
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As Escolas do Pensamento Comunicacional
na obra
Historia das Teorias da Comunicação

O presente trabalho consiste em um levantamento de quais Escolas do Pensamento Comunicacional são citadas na obra História das teorias da comunicação, de Armand Mattelart e Michele Mattelart.
Sabe-se que já na Grécia antiga os filósofos sofistas utilizavam-se da comunicação para manipular oconhecimento, ou seja, recorriam à informação para convencimento dos ouvintes. Mais tarde, os enciclopedistas aprofundaram os estudos nas comunicações interpessoais, na mesma época em que foi feito o primeiro estudo acadêmico na área de comunicação impressa. Em 1690, Tobias Pencer pesquisou a transmissão de notícias em Leipzig, na Alemanha, fazendo surgir o Zeitungskunde, ou seja, a “ciência da notícia”.O livro que serve de base para este trabalho trata das Teorias da Comunicação a partir do século XIX, momento em que surge a visão da comunicação como fator de “integração das sociedades humanas” e as primeiras concepções teóricas que se tem dela baseiam-se na concepção vigente de sociedade como um “organismo”, um conjunto de órgãos cada um com função bem determinada. Para introduziressa primeira concepção, os autores remontam a pensadores anteriores que influenciaram sua formulação. São eles Adam Smith, o teórico do liberalismo econômico, do laissez-faire – a comunicação contribuindo para a organização do trabalho coletivo, divisão do trabalho – e o fisiocrata François Quesnay – a necessidade de liberação dos fluxos de bens e mãos de obra e conservação dos meios decomunicação.

Mas é no início do século XX, tratado no livro, no capítulo II – Os empirismos do Novo Mundo, que surge, como o próprio título sugere, os primeiros enfoques americanos sobre a comunicação. Embora em nossos estudos tenha-se privilegiado o estudo da corrente da Mass Communication Research (1927) de Harold D. Lasswell, defendida principalmente no livro Propaganda Techniques in the WorldWar, a comunicação já era vista sob o ponto de vista de uma ciência social de base empírica, desde 1910, pela Escola de Chicago, cuja supremacia se manterá até a Segunda Guerra Mundial e cuja metodologia atende ao pragmatismo americano.
Robert Ezra Park destaca-se nessa Escola e concebe sua pesquisa sociológica como forma superior reportagem. Questiona a função assimiladora dos jornais edas publicações em língua estrangeira sobre a natureza da informação, o profissionalismo do jornalismo e a diferença entre ele e a “propaganda social” ou publicidade municipal. Esse questionamento, ele e E. W. Burgess denominam “ecologia humana”. Analisam a sociedade conforme o conceito de Ecologia, de Haeckel, e coloca que, para a sociedade humana, há uma subestrutura biótica que funciona comoinstrumento de direção e controle: o nível social ou cultural, assumido pela comunicação que tem a função de regular a competição. Essa dicotomia suscitou discussões no período entre guerras, pois muitos censuravam a separação do processo de competição da matriz sócio-cultural que a define, levando ao determinismo biológico. No interior da própria escola há opiniões divergentes sobre o assunto.Essa ambivalência aparece também na concepção de mídia da Escola de Chicago. “Se existe comunicação é em virtude das diversidades individuais” – é o mesmo tempo fator de aprofundamento da experiência individual e precipitador da superficialidade das relações sociais, da desintegração.

Como já foi mencionado anteriormente, enfocamos nossos estudos a partir da crise de 1929 e acorrente teórica que se destaca aqui é a Mass Communication Research. Essa corrente faz uma revisão da política de opinião pública e os meios de difusão aparecem como instrumentos indispensáveis à gestão governamental das opiniões; Para Lasswell, a propaganda constitui-se no “único meio de suscitar a adesão das massas, sendo mais econômica que a violência, a corrupção e outras técnicas de governo...
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