As consequencias psicossomaticas

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Monografia de final do curso de psicologia da PUC-Rio
As conseqüências p sicossomáticas da s relações de trabalho na sociedade
contemporânea
Fernanda Fragelli Penna Chaves
Ri o de Janei ro, novembro de 2006

Resumo
A partir da década de cinqüenta, do séc. XX, a cultura do consumo de massa, que norteava os Estados
Unidos e a E uropa, passou a influenciar outros países do mundo como oBrasil. A população das gr andes
cidades adotou valores hedonistas, procurando obedecer aos próprios impulsos e satisfazer os seus
desejos atr avés do consumo. As pessoas passaram a se preocupar com elas mesmas deixando de lado a
preocupação com a coletividade. A cultura do consumo foi acentuada pelo fenômeno da Globalização,
que ocorreu no final do séc. XX. Atr avés dele, as informaçõestornaram-se instantâneas, favorecendo a
propaganda e aumentando o consumo. Com isso, a busca pelo dinheiro também aumentou, pois as
pessoas passaram a valorizá-lo ainda mais par a poderem adquirir os novos produtos lançados no
mercado. Isso aumentou a competição no mercado de trabalho, pior ando as suas condições.
Diante da precar iedade das condições de tr abalho, os tr abalhador es têm desenvolvido,com fr eqüência
doenças psicossomáticas. Assim, procuro analisar a dinâmica da sociedade atual e a sua influência sobre
as r elações de trabalho. Avalio alguns aspectos dessas relações e as conseqüências psicossomáticas
que elas desencadeiam nos trabalhador es.

1

I - Introdução :

Segu nd o Bau man vivemo s nu ma fase d e Modernidade Líquida (Bauman, 2001),
marcad a pela evo lução d atecno lo gia, p ela glo balização, po r relações efêmeras, falt a d e
co mpro misso s, distanciamento afetivo e pela sup ervalorização do dinheiro . Esses
asp ecto s levaram a nossa sociedade a u m ind ividualismo pro fundo , ou seja, ao "cada u m
po r si". A mídia manip ula a população através d a prop aganda e do marketing, tendo
uma grande responsabilidade pela construção do s valo res queregem a no ssa so cied ad e.

Tod as essas mu danças geraram uma eno rme ansied ade nas popu laçõ es das cid ad es
grandes, po is elas vivem no meio d e u m bo mb ardeio d e info rmações qu e as sedu zem e
as manip ulam. As pessoas qu erem adquirir os novos produto s lançad os no mercado, ao
mesmo tempo em qu e transfo rmam as notícias transmit idas p ela mídia em opinião
do minante.Essas mud anças também au mentaram a co mpetição no mercado de trabalho. A rapidez
co m qu e as informaçõ es chegam no mundo inteiro leva os trab alhado res a se
preocuparem em estar semp re atualizados. Aqueles que estão desatualizados são
rap id amente excluído s do mercado. As pessoas tamb ém p assaram a sentir necessid ad e
de ganhar mais d inheiro para pod erem adquirir o s novos produ toslançado s
co nstantemente no mercado de consumo. Para isso, tentam agarrar seus emprego s co m
“u nhas e dentes”, vendo o ou tro co mo u ma ameaça.

A atu al situação econômica do Brasil também pio rou a conco rrência no mercado d e
trabalho, po is d im inu iu as o fertas, to rnand o os trabalhad ores mais estressado s, co m
medo d e perderem os seus emprego s e ficarem na “ru a d a amargura”.

Diante de tanto estresse, os trabalhad ores, habitantes d as grandes metró po les, acabam
adoecendo. Eles tendem a desenvolver d oenças p sicossomáticas, d iminu ind o o
rendimento no trab alho e chegand o até a serem demitid os. Esse ado ecimento acab a
mu itas vezes preju dicand o o ind ivíduo em outras áreas de sua vid a, po is mexe com a
sua auto -estima.

2

Preocup a-me, comointegrante dessa sociedade e fu tu ra trabalhad ora, perceber que a
saú de dos trabalhad ores vem sendo cad a vez mais ameaçada. Isso me leva a q uestionar
a qu alidade d e vid a nas grandes metrópoles e a procu rar maneiras d e melhorá-la.

Para co mp reender esse fenô meno tentei analisar co mo atingimo s o contexto geral atual,
partindo da Revolução Ind ustrial, e como as mudanças qu e o...
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