As concepções das patologias psíquicas da histeria e neurose obsessiva

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  • Publicado : 8 de março de 2013
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Teoria Paicanalitica
1) Como Freud articula as concepções sobre os processos psíquicos da histeria a partir dos extratos de um caso no texto sobre Dora?
Freud ao se aproximar da história de Dora, concebe a importância do trauma psíquico para formação de um quadro patológico de histeria. Dora possuía desde sua infância, “problemas nervosos”, como tosse nervosa, afonia e dispnéia. Freudrelata que sua primeira consulta se deu após uma briga com o pai.
Dora era uma jovem de 18 anos, com irmão mais velho, mãe neurótica obsessiva e pai enfermo, com quem tinha muita proximidade. Ela e seu pai eram amigos de um casal Sr e Sra K. Seu pai recebia cuidados da Sra K e Dora muitos presentes não mal interpretados de Sr K. Após um manifestação declarada de seus desejos a Dora, ela contoua sua mae com a intenção de que esta revelasse a seu pai pois estava muito ressentida, sentiu uma afronta a sua honra.
Esse sentimento de repugnância parece fornecer a Freud o trauma psíquico, condição prévia indispensável para a formação da histeria.
Dora acusava seu pai de forjar sintomas p/ que pudesse encontrar-se com a Sra K e também de tê-la usado para que Sr k complacente com asituação.
Nos relatos Freud salienta para importância dos sonhos, tendo este como ponto de partida onde será confirmado o sentimento amoroso de Dora por Sr K.
No primeiro sonho de Dora: “Uma casa estava em chamas. Papai estava ao lado da minha cama e me acordou. Vesti-me rapidamente. Mamãe ainda queria salvar sua caixa de jóias, mas papai disse: `Não quero que eu e meus dois filhos nos queimemos porcausa da sua caixa de jóias.’ Descemos a escada às pressas e, logo que me vi do lado de fora, acordei.” Segundo sonho, Dora: “Eu estava passeando por uma cidade que não conhecia, vendo ruas e praças que me eram estranhas. Cheguei então a uma casa onde eu morava, fui até meu quarto e ali encontrei uma carta de mamãe. Dizia que, como eu saíra de casa sem o conhecimento de meus pais, ela não quiseraescrever-me que papai estava doente.`Agora ele morreu e, se quiser, você pode vir.’ Fui então para a estação e perguntei umas cem vezes: `Onde fica a estação?’ Recebia sempre a resposta: `Cinco minutos.’ Vi depois à minha frente um bosque espesso no qual penetrei, e ali fiz a pergunta a um homem que encontrei. Disse-me: `Mais duas horas e meia.’ Pediu-me que o deixasse acompanhar-me. Recusei e fuisozinha. Vi a estação à minha frente e não conseguia alcancá-la. Aí me veio o sentimento habitual de angústia de quando, nos sonhos, não se consegue ir adiante. Depois, eu estava em casa; nesse meio tempo, tinha de ter viajado, mas nada sei sobre isso. Dirigi-me à portaria e perguntei ao porteiro por nossa casa. A criada abriu para mim e respondeu: `A mamãe e os outros já estão no cemitério.”Observa-se que no primeiro sonho que a jóia não interessa a Dora, mas sim o estojo. A senhora K. é aquela capaz de sustentar o desejo do seu pai e também de acolher o desejo do Sr. K.
Já no segundo sonho ressalta que o pai simbólico e o pai morto se alcança a partir do lugar do vazio. De um lado a castração de um pai idealizado, e de outro da assunção ou não do sujeito feminino ser privado doprazer. Freud, na questão edípica enfatiza sobre à censura da menina à sua mãe por não tê-la criado como menino. Tal como o primeiro sonho significara o afastamento do homem amado em direção ao pai, ou seja, a fuga da vida para a doença, esse segundo sonho revela que ela se desprenderia do pai e se recuperaria definitivamente.
Para Dora sua identificação com seu pai, portador de pênis lheserve de instrumento imginário para apreender o que ela não chega a simbolizar, o que seria uma mulher. A histérica é alguém cujo objeto é homossexual, com a identificação a alguém do mesmo sexo. Porém Dora ama seu pai, ela o ama por aquilo que ele não lhe dá. A Sra. K. é objeto de preenchimento naquilo que lhe falta, pois a Sra. K encarna a função feminina. O sintoma histérico é a mascara do...
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