As comunidades quilombolas

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  • Publicado : 22 de maio de 2012
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Introdução

Entendem-se aqui, por relações étnico-raciais, aquelas estabelecidas entre os distintos grupos sociais, e entre indivíduos destes grupos, informadas por conceitos e idéias sobre as di¬ferenças e semelhanças relativas ao pertenci¬mento racial destes indivíduos e dos grupos a que pertencem. Relacionam-se ao fato de que, para cada um e para os outros, se pertence a uma determinadaraça, e todas as consequências desse pertencimento. Quando estamos face a face com outra pessoa, é inegável que a cor da pele faz com que julguemos quem é essa pessoa, o que ela faz se é inteligente, capaz de ser igual aos outros. Dessa forma, informados por estereótipos, se não estivermos atentos, podemos manifestar, por palavras e gestos, discriminação, desrespeito, desqualificação. Estes julgamentosdecorrem de preconceitos. Pessoas negras têm sido vítimas deles. Muitas vezes se ouve que pessoas “desta raça”, os negros, são feios, sujos, violentos ou preguiçosos.
Ciente das desigualdades e discriminações que atingem a população negra, convicto de sua função mediadora entre o Estado, sistemas de ensino e demandas da população na sua diversidade social, étnico-racial, o Conselho Nacional deEducação (CNE) interpretou as determinações da Lei 10.639/ 2003 que introduziu, na Lei 9394/1996 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a obrigatoriedade do ensino de história e cultura Afro Brasileira e Africana.
A falta de conhecimento das experiências de ser, viver, pensar e realizar de descendentes de africanos e de outras etnias faz com que ensinemos como se nós vivêssemos em umasociedade mono cultural. Isto nos impede de ter acesso a conhecimentos de diferentes origens étnico-raciais, e ficamos ensinando um conjunto de conteúdos tido como o mais perfeito e completo que a humanidade já teria produzido.
Neste trabalho falaremos um pouco sobre as comunidades Quilombolas. Quilombolas é designação comum aos escravos refugiados em quilombos, ou descendentes de escravos negroscujos antepassados no período da escravidão fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar, fazendas e pequenas propriedades onde executavam diversos trabalhos braçais para formar pequenos vilarejos chamados de quilombos.
Mais de duas mil comunidades quilombolas espalhadas pelo território brasileiro mantêm-se vivas e atuantes, lutando pelo direito de propriedade de suas terras consagrado pela ConstituiçãoFederal desde 1988.


Desenvolvimento
Quando pensamos em comunidade quilombola já nos vem à mente uma idéia de um local isolado, formado por escravos negros fugidos. Se alguém pedir um exemplo sobre quilombo, o Quilombo de Palmares, com seu herói Zumbi será certamente a referência mais imediata. Essa interpretação esta relacionada a um passado remoto de nossa História, ligado exclusivamente aoperíodo no qual houve escravidão no País.
Durante o período de escravidão vigente no país os cativos buscavam formas diversas para fugir daquela ordem marcada pela repressão e o controle. Dentre as varias manifestações de resistência os quilombos funcionavam como comunidades de negros que conseguiam escapar do controle de seus proprietários. Quilombo seria, pois, uma forma de se rebelar contraesse sistema, seria aonde os negros iriam se esconder e se isolar do restante da população. Sendo locais de refugio, eles escolhiam lugares de difícil acesso que impedissem a possível recaptura.
Um dos quilombos mais conhecidos da historia brasileira foi Palmares, instalado na serra da barriga, atual região de Alagoas. O Quilombo dos Palmares chegou a reunir cerca de 30 mil pessoas.
Foiprincipalmente com a Constituição Federal de 1988 que a questão quilombola entrou na agenda das políticas públicas. Fruto da mobilização do movimento negro, o Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) diz que: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos...
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