As cinco leis da biblioteconomia e o exercíco profissional

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AS CINCO LEIS DA BIBLITECONOMIA E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL RESUMO As cinco Leis da Biblioteconomia - princípios elaborados pelo bibliotecário indiano Shialy Ramamrita Ranganathan para a área de Biblioteconomia, são analisadas neste artigo sob o ponto de vista do exercício profissional. Em cada lei são apresentados os conceitos fundamentais trabalhados por Ranganathan, que defende uma posturaprofissional dinâmica e atuante para aqueles que lidam com a informação. Autora: Maria Luiza de Almeida Campos Professora Assistente do Departamento de Documentação/UFF Doutoranda em Ciência da Informação/IBICT Fonte: http://www.conexaorio.com/biti/mluiza/index.htm 1 CONSPECTUS Conspectus é o espaço encontrado por Ranganathan no início de seus trabalhos para falar não do texto que se propunha aescrever, mas do "pre-texto", daquele momento em que ocorre o ato de criação da escrita, do momento em que o sujeito se torna autor. Resolvemos então colocar aqui neste Conceptus o pre-texto que nos levou a elaborar este texto. Como a maioria das pessoas deste século, percebemos que atualmente estamos vivendo um momento de mudanças profundas. Atualmente, não é possível dissociar a postura doprofissional de sua própria atividade. Por isto, é preciso repensar nosso papel, como realizamos nosso fazer, quais são os princípios que regem esse fazer. Neste texto pretendemos analisar, sob o ponto de vista da postura e da atividade do profissional da informação, as cinco leis de Ranganathan, que tornaram evidentes os princípios da atividade biblioteconômica. Este é o nosso "pre-texto" – falar sobre oprofissional e sobre a sua postura diante deste emaranhado que é a informação e falar principalmente para o futuro profissional, aquele que será sempre inovador – o estudante. 2 RANGANATHAN: UM PEQUENO HISTÓRICO Shialy Ramamrita Ranganathan nasceu em 9 de agosto de 1892, em Shialy, na Índia. Sua família pertencia à casta dos Bramanides. Era extremamente religioso, vegetariano e admirador de Gandhi.Graduou-se em Matemática na Universidade de Madras em 1916. Tornou-se, então, professor de Matemática, exercendo essa atividade durante sete anos em três das faculdades da Universidade de Madras. Ranganathan, além de professor de Matemática, era um homem extremamente politizado: como profissional, lutava pela melhoria de condições de trabalho de sua classe e, como professor, preocupava-se com oensino e a pesquisa em seu país. Iniciou uma campanha visando a melhoria das condições da biblioteca da Universidade de Madras. Assim, quando em 1924 vagou o cargo de bibliotecário desta Universidade, foi praticamente levado por seus colegas a candidatar-se ao cargo, que acabou por acarretar uma profunda mudança em sua vida e na própria área da Biblioteconomia. Um dos requisitos do cargo era que obibliotecário que assumisse deveria estudar Biblioteconomia na Grã-Bretanha. Em 1924, ingressa na Escola de Biblioteconomia na College University, em Londres para especializar-se. Inicia um caminho de estudos e observações que o levou a entender o que era na verdade o complexo mundo da Biblioteconomia, mundo que se colocava entre aquele que produzia e registrava o conhecimento e aquele quenecessitava de informação/conhecimento contido nos documentos. Um dos professores da Escola de Biblioteconomia de Londres, W. C. Berwick Sayers, logo de início vê em Ranganathan uma personalidade marcante no campo

da investigação, acabando assim, por orientar seus estudos. Sayers aconselha Ranganathan a entrar em contato com o maior número de profissionais bem como visitar bibliotecas o máximo debibliotecas possíveis; a trocar experiências; a ouvir e verificar tudo, pois a biblioteconomia, dizia Sayers: é "uma área que possui uma peculiaridade, a da criação, o que aprendemos na Universidade e nos livros são somente os princípios" (Satija). Isso nos leva, de pronto, a assumir que o profissional desta área não deve se caracterizar como um caracol que fica dentro de sua casca, muito pelo...
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