As Análises de Custo-Benefício e Custo-Efetivo aplicadas à Economia Ambiental

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 14 (3435 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 3 de dezembro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
AS ANÁLISES DE CUSTO-BENEFÍCIO E CUSTO-EFETIVO APLICADAS À ECONOMIA AMBIENTAL


Francisco Humberto Carvalho Júnior *
Leonardo Pestana Dantas **


RESUMO
Este trabalho apresenta as diretrizes que se fazem necessárias para um melhor entendimento dos termos técnicos “custo-benefício” e “custo-efetivo” à luz da economia, visto que, com o grande avanço das normas incisivas de consciênciaambiental, a ligação entre as esferas econômica, ecológica e social estão se tornando, a cada geração, mais intrínseca.
ABSTRACT
This paper presents the guidelines that are necessary for a better understanding of the technical terms "cost-effectiveness” and “cost-benefit", in which concerns the environmental economic field, since the breakthrough of incisive standards of environmental consciousnessare turning the link between economic, ecological and social fields more and more intrinsic.
Palavras-chave: Custo-Benefício. Custo-Efetivo. Economia Ambiental.



* Engenheiro Civil, professor titular no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Maracanaú. Doutor em Engenharia Civil, com ênfase em Saneamento Ambiental, pela Universidade Federal do Ceará.
E-mail:lixeirogari@yahoo.com.br
** Graduando em Engenharia Ambiental e Sanitária no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – Campus Maracanaú.
E-mail: pestana.leonardo@gmail.com
1. INTRODUÇÃO

Para uma completa compreensão dos termos “custo-benefício” e “custo-efetivo”, deve-se, primeiramente, classificar a Economia. “É o estudo de como indivíduos e sociedades exercem aopção de escolha na alocação dos escassos recursos entre as alternativas que competem pelo seu uso, e como estes escassos recursos são distribuídos entre os membros da sociedade”. (BALBINOTTO NETO)
A Economia não busca, pois, poupar dinheiro sem algum investimento em vista. É uma ciência social que, regida sob o regime capitalista, busca fazer uso de recursos (quaisquer que sejam eles, renováveis ounão) da maneira mais eficiente possível. Para tanto, incita ao desejo natural do ser humano em consumir (consumo este cujo início data dos primórdios da humanidade).
“A origem da tendência de compulsão pelo ato de comprar tem suas origens na história da humanidade. Após os eventos da Revolução Industrial, os processos de produção e circulação de bens foram agilizados. Com o avanço da produção, houveum grande distanciamento das pessoas e do conhecimento em relação aos meios de produção. Para entender como isso se deu, basta pensar o quanto você conhece, por exemplo, dos processos de produção das coisas que você compra. Você sabe como são fabricados os produtos de higiene, alimentação, itens de decoração e outros? Conhece as formas de distribuição, importação e exportação? É justamente essedesconhecimento que historicamente foi denominado alienação. A alienação é a principal dimensão do consumismo, está na base da compra desvinculada da necessidade e do desconhecimento em relação ao valor de compra e de uso.” (FERRARI)
Neste contexto, entra em cena o conceito custo de oportunidade.
“O que está por trás desse conceito é que, ao optar pela decisão A, atingir-se-á o benefício X.Porém, você pode fazer outras escolhas e, portanto, alcançar outros benefícios – ao invés do resultado X que A lhe assegura. Cabe a cada um analisar quais são as atitudes que trazem os melhores resultados e, em especial, a ação cujo custo de oportunidade de realizá-la é menor em termos de abrir mão de outros benefícios possíveis. No Brasil, tem-se que tolerar o custo de oportunidade do desinteresse dogoverno em promover melhorias na infraestrutura, no sentido de estimular o setor produtivo a expandir a oferta. Dessa forma, só resta atacar a inflação pelo lado do consumo, encarecendo a moeda para que as pessoas inibam suas compras. Em outras palavras: em tudo o que fazemos, há um custo de oportunidade.” (DE OLIVEIRA, Arthur)

“Os bens econômicos são desejáveis porque são úteis e...
tracking img