As 12 regras de edgar frank codd

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Introdução
Dr. Edgar Frank Codd, o criador dos bancos de dados relacionais, publicou uma lista de 12 regras que definem os Sistemas de Banco de Dados Relacional (SBDR) na Computerworld, de 14 e 21 de outubro de 1985, com o título “Is your DBMS Really Relational?” e “Does Your DBMS Run by the Rules?”.
Sua preocupação era que os fornecedores comercializassem seus produtos como relacionais, aindaque não estivessem sendo atendidas as regras mínimas dos padrões. Suas regras servem como modelo de referência sobre o que deve ser um Banco de Dados Relacional.
É muito comum você encontrar publicações falando que são 12 regras, e menos comum sendo 13 regras. O que acontece na verdade, é que são 13 regras que são enumeradas do 0 (zero) até o 12 (doze). Veja abaixo quais são essas regras:
Asregras de Codd
Regra Zero: Todas as regras baseiam-se na noção de que para que um Banco de Dados seja considerado Relacional, ele deve utilizar os recursos relacionais exclusivamente para seu gerenciamento.
Regra 1: Informação – Todas as informações de um BDR devem ser representadas logicamente como valores de coluna em linhas dentro das tabelas.
Toda informação, em um Banco de Dados Relacional, éapresentada em nível lógico por valores em tabelas. Os nomes das tabelas, colunas e domínios são representados por séries de caracteres que, por sua vez, devem também ser guardadas em tabelas, as quais formam o catálogo do sistema, o dicionário de dados. Portanto, o princípio de que a informação deve estar sob a forma de tabela é extensiva ao dicionário de dados. As tabelas são bidimensionais, oque equivale a dizer que não há colunas repetitivas (Cláusula Occurs, por exemplo, não existe).
Regra 2: Garantia de Acesso – Deve-se garantir que todos os valores de uma tabela possam ser acessados por meio de uma combinação de nome de tabela, valor de chave primária e nome de coluna.
Todo e cada dado num Banco de Dados Relacional têm a garantia de ser logicamente acessível, recorrendo-se a umacombinação do nome da tabela, um valor de chave primária e o nome da coluna. Isso significa que a ordem das linhas, assim como a das colunas, é irrelevante. Para obter uma informação específica, ou seja, o valor de uma coluna em uma linha de uma tabela basta informar o nome da tabela, o valor de uma chave primária (no caso, da linha a ser recuperada) e o nome da coluna da tabela em questão. Damesma forma, para saber quais ocorrências de uma tabela têm um determinado valor em uma coluna, basta informar o nome da tabela e o nome da coluna,

que o conteúdo poderá ser comparado. Conclusão: a regra especifica que, em um banco de dados efetivamente relacional, não existe informação inacessível.
Regra 3: Tratamento Sistemático de Nulos – Os nulos devem ser representados e tratados de modosistemático, independente do tipo de dados.
Valores nulos são suportados em um SGBD relacional nulo para representar exatamente a informação perdida ou inexistente, inaplicável. Para mais bem entender essa regra, vale a pena definir o que é valor nulo: é aquele utilizado para representar uma informação perdida ou desconhecida. Conceitualmente, um valor é inexistente. A inexistência de conteúdo emum campo equivale a dizer que seu valor é nulo. Mas atenção: jamais confunda zero(s) ou espaço(s) em branco com strings vazios. Imagine um pacote de supermercado de papel, desdobrado. Sem tocá-lo ou olhar em seu interior, você não pode saber se está vazio ou contém algum produto. Portanto, nesse instante, para você, o conteúdo do pacote é NULO. É uma informação desconhecida, inexistente. Valoresnulos, portanto, são suportados por um SGBD para representar exatamente a informação perdida ou inexistente, inaplicável. Para suportar a integridade de identidade é preciso especificar “não são permitidos valores nulos” em cada coluna da chave primária e em qualquer outra coluna que se considerar como uma restrição de integridade. Se levarmos em conta que um atributo tem de, obrigatoriamente,...
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