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LIDERANÇA

(*) Elias Alves da Costa

I - INTRODUÇÃO



Um mundo cada vez mais globalizado, especialmente no plano tecnológico, econômico e das comunicações, tem provocado grandes transformações no tocante à gestão e à administração empresarial. Agilidade, competitividade, inovação são palavras de ordem para qualquer organização que deseja triunfar nesse ambiente de incertezas em quevivemos.


As mudanças no meio forçam mudanças na gestão das empresas e estas repercutem diretamente na percepção sobre a importância das pessoas nos processos de gestão, fazendo surgir novos paradigmas de gestão de pessoas nas organizações e estilos de liderança. Há, sem dúvida, muitos modismos que vem e vão, contudo há também aprendizado consistente e mudanças efetivas.


A propostadeste texto é apresentar reflexões sobre o tema liderança dentro da perspectiva organizacional. Inicialmente serão apresentados conceitos sobre administração e liderança, de uma forma geral e, em seguida, um capítulo especial será dedicado ao estudo da liderança situacional. Será feita também uma reflexão sobre os aspectos emocionais e seus efeitos na postura do líder, seguida de um tópicodestinado à análise do processo de liderança, numa perspectiva mais prática. Ao final, será apresentada uma abordagem sobre a arte brasileira de administrar, considerando aspectos de nossa cultura no estilo gerencial predominante.


II - ADMINISTRAÇÃO E LIDERANÇA

As organizações empresariais são geridas com base numa estrutura que organiza o processo decisório, em níveis que vão do estratégicoao operacional, passando pelo tático. As diversas funções (administração, marketing, finanças, produção, recursos humanos, entre outras) estão representadas nesta estrutura, através dos conhecidos organogramas. Os gerentes têm, quase sempre, o poder de decidir limitado pelo nível que ocupa na hierarquia organizacional, recebendo, por assim dizer, uma delegação para decidir e agir em nome daempresa.


Muitas vezes parece contraditório exercer a liderança e ser o chefe, o gerente, dado que a liderança, como fenômeno de grupo, flui de maneira natural e é resultante da capacidade de um membro da equipe influenciar os demais e, circunstancialmente, liderar o grupo, podendo logo a seguir voltar à condição de seguidor. O gerente, por sua vez, tem uma posição dada, ou seja, é sempre ogerente, indiferente da circunstância, pois o poder que detém tem origem no cargo que ocupa e não é repassado para o grupo. Parece-nos, desta forma, residir um conflito subjacente no papel do gerente-administrador e no exercício da liderança.


A forma com que faz uso do poder vai indicar o estilo de administração e liderança adotado, podendo variar do estilo mais autoritário ao mais democráticoe participativo. Segundo TANNENBAUN (1958) cada tipo de ação está relacionado com o grau de autoridade utilizado pelo chefe e a liberdade disponível para os subordinados na tomada de decisões. Dentro de uma escala contínua de comportamento de liderança, tendo num extremo o uso de autoridade pelo administrador e no outro, a área de liberdade dos subordinados, ele nos mostra que a liderança podevariar de centralizada no chefe à centralizada nos subordinados, evoluindo de um comportamento em que o administrador toma uma decisão e comunica-a para os subordinados até o outro extremo, em que o administrador permite que o grupo tome decisões dentro de limites prescritos pelo superior. Entre um extremo e outro há vários comportamentos intermediários, conforme demonstra o quadro a seguir:Escala Contínua de Comportamento de Liderança



Liderança Centralizada
no chefe
Liderança Centralizada
nos subordinados































Ainda segundo...
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